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"As autoridades britânicas perderam duas semanas" - Francisco Bettencourt

Áudio 10:12
Boris Johnson retomou as rédeas do poder na Grã-Bretanha nesta segunda-feira depois de semanas de convalescência devido ao coronavírus.
Boris Johnson retomou as rédeas do poder na Grã-Bretanha nesta segunda-feira depois de semanas de convalescência devido ao coronavírus. REUTERS/John Sibley

O balanço das vítimas mortais do coronavírus subiu ontem brutalmente no Reino Unido que passou a contabilizar, juntamente com os mortos nos hospitais, o número de óbitos registados nos lares de idosos, o país tendo passado de um pouco mais de 21.600 vítimas para mais de 26 mil.

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Confinado desde o passado dia 23 de Março, o país tem estado a pagar um pesado tributo à epidemia, sendo actualmente o terceiro a nível mundial a seguir aos Estados Unidos com triste record de quase 62 mil mortos e a Itália com quase 28 mil óbitos devido ao coronavirus.

Apesar do número de infecções e de vítimas não estar a descer, o governo de Boris Johnson refere estar a pensar na fase seguinte, o levantamento progressivo das medidas de distanciamento social, à semelhança de outros países da Europa.

Bastante crítico relativamente às opções tomadas pelo governo britânico, Francisco Bettencourt, professor no King's College de Londres, considera que houve atrasos na tomada de decisões e antevê uma crise ainda pior do que aquela de 2008.

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