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Brasil/Política

Ministro brasileiro da saúde demite-se por incompatbilidade com Jair Bolsonaro

O  agora ex-ministro da Saúde  do Brasil, Nelson Teich.Teich decidiu apresentar a sua demissão,no dia 15 de Maio de 2020, por incompatibilidade coom o Presidente Bolsonaro, com quem divergia na gestão da crise sanitária que afecta o Brasil.
O agora ex-ministro da Saúde do Brasil, Nelson Teich.Teich decidiu apresentar a sua demissão,no dia 15 de Maio de 2020, por incompatibilidade coom o Presidente Bolsonaro, com quem divergia na gestão da crise sanitária que afecta o Brasil. © REUTERS - Ueslei Marcelinoagora
Texto por: RFI
4 min

Recentemente nomeado, depois de uma polémica nacional ,que envolveu o seu antecessor Luiz Henrique Mandetta e o Presidente Bolsonaro, sobre a gestão da crise de saúde pública desencadeada pela covid-19, Nelson Teich, apresentou nesta sexta-feira a sua  demissão. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde brasileiro, Teich afirmou que existia uma incompatibilidade entre ele e o chefe de Estado, Jair Bolsonaro. Bolsonaro tem-se  pronunciado frequentemente contra a implementação do confinamento, em nome da retoma da economia.

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Especializado em oncologia, Nelson Teich,de 62 anos de idade, tinha sido nomeado para o cargo de ministro da Saúde do Brasil há menos de um mês, em  substituição de Luiz Henrique Mandetta.

 A semelhança de Mandetta, Teich também inclinou-se perante a realidade, segundo a  qual a estratégia do chefe do executivo  brasileiro, para lutar contra a crise sanitária, era incompatível com as medidas que ele, como titular da pasta da Saúde, defendia.

Favorável ao confinamento da população, de forma a reduzir os níveis de propagação da covid-19 no Brasil, Nelson Teich não concordava igualmente com o recurso a cloroquina, defendido pelo Presidente Jair Bolsonaro, para tratar os pacientes infectados pelo novo coronavírus.  

O controverso chefe de Estado do Brasil, preconiza, em nome da retoma da economia, que as medidas de confinamento sejam levantadas e que a cloroquina, utilizada contra o paludismo, seja aplicada no tratamento dos pacientes da covid-19 no país, cuja prevalência é maiornos estados de São Paulo e da Amazónia.  

Demissão do Ministro Brasileiro da Saúde

      

  

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