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França/Irão/relações internacionais

Investigadora francesa condenada a cinco anos de prisão no Irão

A investigadora francesa Fariba Adelkhah foi condenada a cinco anos de prisão por atentar contra a segurança do Irão.Ela declarou-se inocente.
A investigadora francesa Fariba Adelkhah foi condenada a cinco anos de prisão por atentar contra a segurança do Irão.Ela declarou-se inocente. Thomas ARRIVE / Sciences Po / AFP
Texto por: RFI
4 min

O Irão condenou a antropóloga franco-iraniana Fariba Adelkhah a cinco anos de prisão. Adelkhah foi acusada de  cumplicidade para atentar contra a segurança nacional iraniana. A investigadora de 61 anos está detida há um ano em Teerao e sempre se declarou inocente. Ela é francesa e iraniana, mas o Irão não reconhece a sua dupla nacionalidade. As autoridades francesas qualificaram a condenação de Adelkhah de veredicto político.

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Fariba  Adelkhah, antropóloga e investigadora em ciências políticas no Centro de Investigação Internacional  (CERI) em Paris, foi condenada a cinco anos de prisão, mas o seu advogado Said Dehghan anunciou que vai apresentar um recurso.

Adelkhah de 61 anos, que tinha  sido presa em Junho de 2019, juntamente com o seu companheiro e também investigador Roland Marchal, foi acusada de recolher informações e de conspirar contra a segurança nacional do Irão.

 Marchal foi libertado em Março, numa troca de prisioneiros que envolveu Jallal Rohollahhnejad, um engenheiro nuclear iraniano detido nos Estados Unidos.  

A  detenção de Fariba Adelkhah, que tem a dupla nacionalidade, francesa e iraniana, não reconhecida pelo Irão, tem sido um espinho nas relações entre Paris e Teerão.  

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian  qualificou, a pena de prisão de cinco anos aplicada a Fariba Adelkhah, de veredicto político e pediu a libertação imediata da investigadora.

Le Drian solicitou as autoridades iranianas o direito de visita à Adelkhah, por representantes do Consulado Geral de França em Teerão.

O  julgamento da investigadora francesa teve início a 3 de Março e encerrou no dia 19 de Abril, na secção 15 do Tribunal Revolucionário em Teerão.  

Investigadora francesa condenada a cinco anos de prisão no Irão 16 05 2020

         

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