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Brussels Airlines/Covid_19

Brussels Airlines: pilotos e tripulação aceitam reduzir os salários de 45%

Pilotos e tripulação da Brussels Airlines aceitam até 2023 a redução de 45% dos salários e do tempo de trabalho, para permitir a retoma dos voos a 15 de Junho e a manutenção dos empregos.
Pilotos e tripulação da Brussels Airlines aceitam até 2023 a redução de 45% dos salários e do tempo de trabalho, para permitir a retoma dos voos a 15 de Junho e a manutenção dos empregos. © AFP/Filelho
Texto por: Isabel Pinto Machado com AFP
4 min

 A companhia aérea belga de bandeira Brussels Airlines, filial da alemã Lufthansa, vai retomar parte dos seus voos a partir de 15 de Junho, os pilotos aceitaram uma redução de até 45% dos salários e do tempo de trabalho.

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A companhia Brussels Airlines anunciou a 14 de Maio um plano de reestruturação, que prevê a redução para 38 da sua frota de 54 aviões, uma baixa de 30% e a supressão de cerca de 1.000 empregos, entre os quais 191 pilotos e 470 membros da tripulação a bordo, o que permitira a retoma parcial dos seus voos a partir de 15 de Junho

Esta quarta-feira (20/05) os pilotos, reunidos no seio de um colectivo comum designado B-United, em carta aberta publicada em vários media belgas, propuseram à direcção uma redução de até 45% de tempo de trabalho e dos seus salários até 2023, o que permitrá economisar cerca de 100 milhões de euros em salários, evitar o pagamento imediato de mais de 22 milhões de euros de indemnizações de despedimentos e e manter os seus empregos até 2023, ano em que a Brussels Airlines prevê ser de novo rentável.

O colectivo B-United afirma seguir o exemplo dos seus colegas alemães e austríacos no seio do grupo Lufthansa, casa mãe da Brussels Airlines, que a 2 de Maio propuseram um corte nos salários de até 50% até que seja travada a pandemia e de 45% nos dois anos seguintes.

O governo belga e a Lufthansa iniciaram há várias semanas discussões sobre uma eventual ajuda do Estado à Brussels Airlines, avaliada em 290 milhões de euros, no intuito de "reduzir os custos da Brussels Airlines e da Lufthansa e preservar os empregos".

A Brussels Airlines viajava para 80 destinos antes da crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19 e suspendeu os seus voos a 21 de Março, no momento em que esta se propagava em toda a Europa.

Os destinos a serem retomados serão anunciados nos próximos dias, mas a companhia garante que serão implementadas todas as medidas de protecção sanitária necessárias, para proteger os passageiros e a tripulação.

A Brussels Airlines que voa para quase todo o mundo e cobre grande parte do continente africano, incluindo o aeroporto 4 de Fevereiro em Luanda, capital de Angola, foi criada em 2006 após a fusão entre a Sabena e Virgin Express e desde 2008 é uma filial da companhia aérea alemã Lufthansa, que no entanto recusou integrá-la na sua rede de voos "low cost".

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