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Espanha/Covid-19

Espanha/Covid-19: 10 dias de luto nacional em homenagem às vítimas

Bandeira do Reino de Espanha a meia haste em Madrid a 27 de maio de 2020, no primeiro de 10 dias de luto nacional, pelos mais de 27.000 mortos da pandemia de Covid-19.
Bandeira do Reino de Espanha a meia haste em Madrid a 27 de maio de 2020, no primeiro de 10 dias de luto nacional, pelos mais de 27.000 mortos da pandemia de Covid-19. AFP
Texto por: Isabel Pinto Machado com AFP
5 min

A Espanha decretou dez dias de luto nacional, a partir desta quarta-feira (27/05) em homenagem aos mais de 27.000 mortos e mais de 236.000 contaminados pela pandemia de Covid-19, desde que foi detectado o primeiro caso a 31 de Janeiro de 2020.

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O Governo espanhol decretou ontem, terça-feira (26/05) luto nacional de 10 dias em homenagem às vítimas mortais da pandemia de Covid-19.

Durante o período de luto nacional que começa esta quarta-feira (27/05) as bandeiras serão içadas a meia haste em mais de 14 mil edifícios públicos e monumentos do país, bem como a bordo dos navios da marinha espanhola, anunciou a porta-voz do Governo, María Jesus Montero, no final do conselho de ministros.

A pandemia de Covid-19 provocou desde 31 de janeiro (1° caso identificado) 27.709 óbitos e mais de 236.000 casos de infecção em Espanha, país só ultrapassado pelos Estados Unidos com 98.929 mortes, Reino Unido 37.130, Itália 32.955 e França 28.533, segundo dados do jornal espanhol El Pais de 27 de maio de 2020.

Um estudo com 70.000 participantes, publicado em Espanha a 13 de maio, revela que apenas 5% dos espanhóis contraíram o novo coronavirus e quase 90% dos casos não foram detectados pelo sistema de saúde e uma em cada três pessoas não apresentou sintomas.

5% de contaminados é uma taxa muito inferior à percentagem que conferiria imunidade colectiva à população, que os especialistas situam em no mínimo de 60%, pelo que segundo os epidemiologistas, será preciso manter medidas de distanciamento social até que haja uma vacina.

De acordo com o Governo esta é a maior homenagem pública levada a cabo pelo Reino de Espanha em toda a sua história.

"É o luto mais longo da nossa democracia”, restabelecida em 1977, disse o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez.

Os profissionais de saúde exigem que o governo contrate os que foram recrutados para reforçar o sistema de saúde e querem equipamento adequado, para fazer face ao duro combate que se trava nos hospitais.

“Têm que nos dar as ferramentas necessárias, têm que nos dar cuidados de saúde para todos, têm que nos dar garantias de descanso e temos que ter equipamento de protecção adequado, para trabalhar nas melhores condições”, afirmou um enfermeiro dos cuidados intensivos.

O nosso papel é tomar conta dos pacientes e como profissionais vocacionados queremos fornecer cuidados de qualidade e não podemos fazer isso se não tivermos ao nosso alcance os recursos e o pessoal necessário. Com a pandemia de Covid-19 chegaram muitos reforços e quero tornar muito claro que eles não são reforços, é pessoal necessário”, explica outra enfermeira.

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 52 mil enfermeiros e médicos foram contaminados pela Covid-19 em Espanha, entre eles um terço do pessoal do hospital Alcorcón em Madrid

O rei Felipe VI vai presidir a uma cerimónia solene em memória aos que morreram da Covid-19, logo que forem levantadas as medidas de restrição ligadas à pandemia.

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