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#George Floyd/Estados Unidos

George Floyd, nova vítima da injustiça racial nos Estados Unidos

Protesto contra a morte de George Floyd junto à esquadra de Minneapolis, nos Estados Unidos. 26 de Maio de 2020.
Protesto contra a morte de George Floyd junto à esquadra de Minneapolis, nos Estados Unidos. 26 de Maio de 2020. AFP - KEREM YUCEL
Texto por: RFI
2 min

O vídeo do pedido de ajuda de um homem desarmado, por terra, com um polícia ajoelhado em cima do seu pescoço e que diz não conseguir respirar, correu mundo, mas foi tarde demais. George Floyd era negro e correspondia à descrição de alguém que fez uma compra com uma nota falsa de 20 dólares e foi imobilizado, na rua, por um agente que lhe pôs um joelho em cima da garganta até morrer.

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“Por favor, não consigo respirar. Dói-me o estômago, dói-me o pescoço, dói-me tudo. Vão-me matar”. Este foi o grito de ajuda de George Floyd e que está a ser divulgado nas redes sociais, acompanhado por pedidos de justiça, tanto de vozes anónimas quanto de famosos como Jammie Foxx ou Madonna.

George Floyd morreu, aos 47 anos, porque era parecido com alguém que pagou uma compra com uma nota falsa de 20 dólares em Minneapolis. Um agente da polícia imobilizou-o, na rua, e colocou-lhe o joelho em cima da garganta, impedindo-o de respirar. Até morrer.

Os quatro polícias envolvidos na operação foram despedidos, um dia depois de ter sido divulgado o vídeo que levou milhares de manifestantes para as ruas.

George Floyd estava desarmado e era negro. “Ser negro na América não deve equivaler a uma sentença de morte”, disse o presidente da câmara de Minneapolis. Mas ainda equivale.

No Instagram, a estrela do basquetebol LeBron James partilhou a imagem do polícia com o joelho em cima do pescoço de George Floyd ao lado de outra do jogador de futebol americano Colin Kaepernick, também de joelhos. É que, em 2016, Kaepernick ajoelhou-se, num jogo, quando tocou o hino dos Estados Unidos, num protesto contra a violência policial em relação aos afro-americanos e às injustiças raciais. O protesto alastrou-se a outros jogadores de futebol, dividiu o país e, na altura, Donald Trump insultou os atletas e pediu que fossem despedidos.

Em 2014, numa manobra parecida, Eric Garner morreu em Nova Iorque quando foi imobilizado pela polícia porque estaria a vender cigarros ilegalmente. Também ele disse aos agentes: “Não consigo respirar”. 

 

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