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Líbia/Política

Viragem na guerra civil da Líbia a favor das forças de Tripoli

Recep Tayyip Erdogan (direita) e Fayez al-Sarraj, Presidente do Governo de União Nacional da Líbia, em  20  de Fevereiro de 2020, em Istanbul.
Recep Tayyip Erdogan (direita) e Fayez al-Sarraj, Presidente do Governo de União Nacional da Líbia, em 20 de Fevereiro de 2020, em Istanbul. Servicio de Prensa Presidencia de Turquía/AFP
Texto por: RFI
2 min

Com em pano de fundo a pandemia descencadeada pelo coronavírus, a guerra civil na  Líbia entre o  Governo de  União Nacional do Presidente Fayzeel-Sarraj e o Exercito Nacional Líbio do marechal Haftar regista uma  viragem  desfavorável ao último. Há  treze meses que Haftar e as suas forças, apoiados, nomeadamente, pela Rússia tentam controlar a cidade de Tripoli. A Turquia  tornou-se um elemento crucial na mudança da situação a favor de Fayez el-Sarraj, cujo governo é reconhecido pela ONU.    

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A decisão tomada em Janeiro pelo Presidente turco, Recepe Tayyip Erdogan de ajudar militarmente  o  seu homólogo líbio, Fayez el-Sarraj, foi  fundamental  na  viragem ocorrida nas últimas semanas, no conflito que põe frente a frente Sarraj e o marechal Haftar que tinha prometido conquistar o poder ao seu rival de Tripoli.

O apoio militar da Turquia ao GNA (Governo de União Nacional) contra o Exército Nacional Líbio (ENL) liderado  por khalifa Haftar contribuiu para o recuo das  forças de Haftar, na sua batalha pela conquista de Tripoli.

De acordo com os analistas, o recuo das tropas do marechal Haftar às portas  de Tripoli, é  também o fracasso dos países que o apoiam, nomeadamente a Rússia e  os  Emirados Árabes Unidos.  

Nas últimas semanas, as forças do Presidente Sarraj apoiadas por drones e por sistemas de defesa aéreos turcos ,infligiram sérios reveses as suas homólogas chefiadas  por Khalifa Haftar.

Na esteira da debandada das tropas de Haftar, estavam mercenários russos da organização paramilitar Wagner Group, tida como próxima do Presidente Vladimir Putin.

Os Estados Unidos acusam a Rússia  de tentar fazer pender a balança a seu favor, na guerra  civil líbia.

A França, por intermédio do chefe da sua diplomacia, Jean-Yves Le Drian expressou a sua preocupação sobre a internacionalização do conflito sírio, que ela qualificou de "sírianização da Líbia". 

Viragem na guerra civil da Líbia a favor de Tripoli 30 05 2020

        

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