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Estados Unidos/Sociedade

Presidente Donad Trump afirma que manifestantes desonram memória de George Floyd

O Presidente dos Estados Unidos,Donald Trump,durante as suas declarações na Casa Branca. Washington. 30 de Maio de 2020
O Presidente dos Estados Unidos,Donald Trump,durante as suas declarações na Casa Branca. Washington. 30 de Maio de 2020 Win McNamee/Getty Images/AFP
Texto por: RFI
3 min

 A escalada da violência através dos Estados Unidos depois da morte de George Floyd por um polícia na cidade de Minneapolis, na passada segunda-feira,levou mais uma vez o Presidente Donald Trump a qualificar o sucedido de tragédia. Depois de ter sido acusado de incitar a violência contra os manifestantes, ao afirmar que a pilhagem nas cidades poderia resultar em tiroteio, Trump voltou a afirmar em defesa da polícia, que os amotinadores desonram a memória de Floyd. Enquanto isso, milhares de americanos exigem uma punição exemplar aos polícias implicados na morte de George Floyd.

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Depois  de  ter sido criticado inicialmente por, segundo seus detratores, incitar a violência  contra a violência dos manifestantes, o Presidente Donald Trump  voltou a reagir a situação de caos e desordem, desencadeada pela morte de George Floyd, um cidadão de Minneapolis, morte por um polícia, no  dia 25 de Maio.

Perante a dimensão nacional que assumiu a reacção à morte do africano-americano George Floyd, pelo agente da polícia, euro-americano, Derek Chauvin, o chefe de Estado Donald Trump,considerou que o triste acontecimento é uma tragédia para o país, mas que o comportamento dos  manifestantes, por toda  a parte nos Estados Unidos, é uma desonra para a memória do falecido.    

Presidente Donald Trump 30 05 2020

          

 "A memória  de George Floyd  está ser desonrada por desordeiros, saqueadores e  anarquistas.  A violência e  o vandalismo é comandada por anti-fascistas  e outros grupos da  esquerda radical, que  estão a aterrorizar inocentes  e a destruir empregos e  comércios, bem como a incendiar edifícios.

Neste momento os  Estados Unidos precisam de criação  e  não de destruição. Precisam de  segurança e não de  anarquia. A  anarquia não será tolerada. Nós apoiamos a maioria dos agentes da polícia, que de alguma forma são extraordinários e dedicados ao serviço público. Eles garantem a segurança das nossas cidades, protegem as nossas populações  dos  gangues e das drogas e arriscam as suas próprias vidas por nós, todos os  dias".

                                                 ( Presidente Donald Trump)

Um alto funcionário da Casa Branca corroborou as acusações de Donald Trump, imputando, a anarquistas e a activistas da extrema-esquerda, a responsabilidade da violência que se tem verificado em Minneapolis e noutras cidades americanas. Paralelamente, autarcas e  governadores  de  Estados lanaçaram um apelo para que os  cidadãos  procurem um desfecho construtivo para a sua ira, sem destruirem as suas  comunidades.

Em  Minneapolis, onde Floyd foi morto, e na cidade vizinha de Saint Paul, ambas sob recolher obrigatório por causa dos motins,  o governador do Estado de Minnesota, Tim Walz,  anunciou a chegada de um reforço de 13.000 tropas da Guarda Nacional, destinadas à restabelecer a ordem pública.

De leste a oeste dos  Estados Unidos, dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas no sábado para exigir uma punição severa ao agente Derek Chauvin,que asfixiou até a morte George Floyd, bem como aos colegas de serviço, que o acompanhavam durante o trágico incidente em Minneapolis.

Segundo observadores,vários jornalistas que efectuavam reportagens sobre as manifestações ficaram feridos, vítimas de balas de borrachas e spray pimenta, utilizados pelas forças da ordem.                      

                                              

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