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EUA

EUA: Morte de Floyd desperta "trauma nacional"

Nos EUA prosseguem os protestos contra a morte de George Floyd, que faleceu depois de ter sido brutalmente agredido por um polícia de Mineápolis.
Nos EUA prosseguem os protestos contra a morte de George Floyd, que faleceu depois de ter sido brutalmente agredido por um polícia de Mineápolis. AFP

Nos Estados Unidos prosseguem os protestos contra a morte de George Floyd, que faleceu depois de ter sido brutalmente agredido por um polícia de Minneapolis. Vasco Ribeiro, professor convidado no Queens College, City University of New York, participou num dos protestos, este fim de semana, e descreve um "trauma nacional" que se alastrou a quase todos os Estados do país.

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Centenas de pessoas voltaram a sair às ruas este fim-de-semana, em pelo menos 140 cidades do país, para protestar contra a morte de George Floyd, que faleceu depois de ter sido brutalmente agredido por um polícia de Minneapolis. Vasco Ribeiro, professor convidado no Queens College, City University of New York, participou num dos protestos e descreve um sentimento de revolta e cansaço.

“Há um sentimento de revolta e um cansaço muito grande por parte destes jovens. É preciso não esquecer que a luta contra a segregação racial e o racismo nos Estados Unidos fez-se sempre através deste tipo de motins, não só, mas também se fez. Há aqui uma tradição de alguma violência, de alguns protestos violentos, a cada vez que se fala em direitos humanos”, referiu.

Os confrontos entre manifestantes e a polícia levaram as autoridades a decretar o recolher obrigatório em dezenas de cidades, algo inédito desde os motins que se seguiram à morte de Martin Luther King em 1968.

Vasco Ribeiro fala num "trauma nacional" que se alastrou a quase todos os Estados do país e lamenta o silêncio das autoridades ao sexto dia de protestos.

“Há um trauma nacional e eu acho curioso que o país continue sem líder. Não há uma comunicação ao país do Presidente Trump, ele ontem acabou por se esconder, pela segunda vez, no bunker na Casa Branca. É o sexto dia de protestos, já foram detidos 4 mil manifestantes e o país continua numa tensão. Já não chega o período da Covid, os 20 milhões de desempregados. Isto é um rastilho para todo este ambiente que se vive nos Estados Unidos”, explicou.

Esta segunda-feira, Derek Chauvin, o polícia que pôs o joelho em cima da garganta de George Floyd impedindo-o de respirar, deve comparecer a uma primeira audiência em tribunal.

Ontem à noite, o chefe da polícia de Minneapolis defendeu a detenção dos agentes que não socorreram George Floyd. Um posicionamento que pode vir a acalmar a população, na opinião de Vasco Ribeiro, professor convidado no Queens College, City University of New York.

“Ontem à noite houve uma declaração importante que pode acalmar um pouco os protestos. O chefe da polícia em Minneapolis defendeu a detenção dos outros polícias que assistiram ao assassinato de George Floyd. Não só ao próprio responsável, mas também aos outros que o circundavam. Isto pode mudar, porque havia uma exigência da opinião pública norte-americana que defendia que os que viram também eram coniventes e que teriam de ser detidos. Não sei o que a Justiça vai fazer em relação a isso”, concluiu.

O presidente Donald Trump incitou hoje os governadores a deterem, por muitos anos, os manifestantes que protestam contra a morte de George Floyd às mãos da polícia.

Joe Biden, candidato democrata à Casa Branca, denunciou a presidência de Trump e os problemas de racismo e desigualdades que abalam os Estados Unidos.Durante um encontro com responsáveis políticos e religiosos da comunidade negra, Biden anunciou a criação de uma comissão de controlo da polícia nos primeiros 100 dias do seu mandato, se ganhar a eleição presidencial de Novembro que o vai opor a Donald Trump.  

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