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Malásia/Imigrantes/Covid-19

Malásia vai expulsar milhares de imigrantes ilegais

Fila para testes de rastreio da Covid-19 em Kuala Lumpur, capital da Malásia, 18 abril 2020.
Fila para testes de rastreio da Covid-19 em Kuala Lumpur, capital da Malásia, 18 abril 2020. REUTERS/Lim Huey Teng
Texto por: Isabel Pinto Machado | RFI
2 min

Em plena crise sanitária, provocada pela pandemia de Covid-19 a Malásia prepara a expulsão massiva de imigrantes ilegais, já a partir de 6 de junho.

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Na Malásia, país em confinamento e com fronteiras encerradas desde 18 de março, devido à pandemia de Covid-19, os imigrantes, que vivem frequentemente em situações de grande promiscuidade, têm sido alvo de prisões massivas, com focos de contaminação pela Covid-19 em pelo menos três centros de detenção de imigrantes, que estão superlotados.

O país prevê expulsar para os seus países de origem milhares de trabalhadores ilegais e para tal, pede a ajuda dos respectivos governos, sobretudo de países da Ásia do Sul.

Há cerca de um mês, cerca de 2.000 imigrantes foram detidos e  entre eles cerca de 400 foram declarados positivos à Covid-19.

A Malásia que tem sido considerada exemplar na sua gestão do combate à pandemia do novo coronavírus, com registo de apenas 115 mortes e 7.857 casos positivos, decidiu efectuar cerca de 4.000 testes no seio da população carceral imigrada.

Mas, pandemia ou não, após a realização destes testes e já a partir de 6 de junho, milhares de imigrantes serão expulsos para os seus países de origem.

Cerca de 4.800 cidadãos indonésios serão os primeiros expulsos, mas para tal terão de ter um teste negativo à Covid-19, segundo as autoridades indonésias, seguir-se-ão os imigrantes oriundos do Nepal e do Bangladesh, igualmente com a colaboração dos seus respectivos governos.

Os restantes países ainda não manifestaram as suas posições, mas a situação com a antiga Birmânia deverá ser mais complicada, na sequência da expulsão em meados de maio para Rangoon de 400 imigrantes, alegadamente para aliviar os centros de detenção superlotados, mas de regresso a Mianmar cinco dentre eles testaram positivo à Covid-19.

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