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Cuba/Estados Unidos

Cuba: fim das remesas provenientes da diáspora nos Estados Unidos ?

Agência da Western Union em Havana, Cuba.
Agência da Western Union em Havana, Cuba. Reuters/Enrique De La Osa
Texto por: Isabel Pinto Machado com AFP
4 min

Esta sexta-feira entra em vigor em Cuba, a última sanção norte-americana contra o governo cubano, que visa especificamente a empresa Fincimex, que gere as transferências bancárias, designadamente através da empresa Western Union.

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A partir desta sexta-feira (12/06) todas as empresas norte-americanas ficam proibidas de efectuar transações com a Fincimex, uma entidade do exército cubano, que entre outros gere as transferências bancárias.

Resta saber como vai reagir a Western Union, primeira empresa ùmundial de transferência internacional de dinheiro entre pessoas e empresas, pois com esta medida a administração do Presidente Donald Trump pretende retirar liquidez ao governo cubano, que através das remessas recupera dólares, mas na realidade as principais vítimas serão os cubanos, que dependem em grande parte das transferências bancárias, para completar os seus míseros salários e sobreviver.

O anúncio foi feito na semana passada e desde então registam-se iùmensas filas frente às agências da Western Union, para levantar o que serão talvez as últimas remessas, provenientes dos mais de três milhões de cubanos na diáspora, que representam 6,6 mil milhões de dólares, sendo que 90% vem dos Estados Unidos.

Nos últimos meses, a Western Union e a sua sucursal cubana, foram duas vezes alvo da administração Trump: a 26 de fevereiro foram suspensos os envios com destino a Cuba provenientes de todos os países com excepção dos Estados Unidos da América, sobretudo Espanha, Itália e países da América do Sul e em outubro de 2019 a administração norte-americana limitou a 1.000 dólares por trimestre e por pessoa o envio de remessas a partir dos Estados Unidos.

  

 

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