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Líbano/Economia/Sociedade

Líbano em dificuldade económica confrontado com 2ª noite de protestos violentos

Manifestação no dia 6 de Junho, no centro de Beirute, contra a degradação da situação económica no Líbano
Manifestação no dia 6 de Junho, no centro de Beirute, contra a degradação da situação económica no Líbano AFP/Archivos
Texto por: RFI
5 min

Milhares de pessoas voltaram a manifestar pela segunda noite consecutivo em Beirute ,para protestar contra a gestão pelo governo da grave crise económica que afecta o Líbano. Os manifestantes não foram convencidos pela decisão do governo de injectar dólares no mercado, para sustentar a libra libanesa confrontada com uma desvalorização progressiva devido às dificuldades económicas do país.      

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As manifestações de descontentamento, em Beirute e noutras cidades libanesas, resultaram na segunda noite em  vitrinas danificadas e lojas incendiadas. Algumas centenas  de  jovens  entoaram cantos de protestos contra o sectarismo vigente na sociedade libaneza  e as forças da ordem lançaram gás  lacrimogénio para  dispersar  os manifestantes.

Na sua maioria jovens rapazes,  os manifestantes atiraram pedras e bombinhas de  carnaval contra as forças de  manutenção da ordem. A escalada da tensão entre  manifestantes e forçad da ordem  registou-se  depois  da meia noite.

Na cidade Tripoli, no norte  do Líbano, os militares dispersaram milhares de pessoas que gritavam, "revolução, revolução !". Na referida cidade, os contestários atiraram  pedrdas  e  coquetéis molotov  contra  os militares e as fachadas de vários bancos e lojas  foram danificadas. Os militares reagiram lançando gás  lacrimogénio.

O  presidente Michel Aoun, anunciou depois de  uma reunião de crise na sexta-feira, que o Banco Central do Líbano, vai implementar medidas, a partir de segunda-feira, nomeadamente a injecção de doláres no mercado, de  forma a apoiar a libra libanesa.

Segundo as agências noticiosas, o que os jovens manifestantes reclamam um  emprego e criticam a gestão do banco do Líbano, pelo seu governador, Riad Salame, nas funções desde 1993.

Os media  libaneses informam que  taxa de câmbio da moeda local, em relação ao dólar norte-americano, é agora de 6000 libras por  um  dólar no mercado  paralelo.     

De acordo com alguns peritos, o governo libanês chefiado pelo  Primeiro-ministro  Hassan Diab, deseja a substituição de Salame.

Os manifestantes acusam o governador do banco central libanês de ter encorajado o Estado, durante décadas, a efectuar empréstimos que somente beneficiaram o sector bancário e a  elite  política.

Riad Salame é tido, pelos manifestantes, como o responsável pela crise financeira enfrentada actualmente pelo Líbano.

Segundo Hilal Khashan, professor da Universidade Americana de Beirute, a  situação económica degradou-se de tal forma, que a classe média libanesa praticamente desapareceu.

O Líbano , um dos  países mais endividados do mundo com uma  dívida soberana avaliada em mais de 170 % do Poduto Interno Bruto (PIB)  entrou  em defeito no mês  de Março.

As autoridades libanesas estão a negociar, com o Fundo Monetário Internacional, uma ajuda fianceira de vários mil milhões de dólares.

Segunda noite de protestos no Líbano contra crise económica 13 06 2020

   

              

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