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Emmanuel Macron: "A República não vai apagar vestígios ou nomes da sua história"

Áudio 09:17
Presidente francês, Emmanuel Macron, 26 de Maio 2020.
Presidente francês, Emmanuel Macron, 26 de Maio 2020. Ludovic Marin/Pool via REUTERS
Por: Lígia ANJOS
12 min

Na alocução televisiva deste domingo, o Presidente francês abordou as manifestações anti-racistas, pediu união nacional, excluiu uma «reescrita da História». Emmanuel Macron garantiu que "a República não vai apagar nenhum marco ou nome da sua história".

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"A propagação do novo coronavírus está controlada no hexágono", afirmou ontem à noite o Presidente francês numa alocução televisiva dirigida ao país.

Os restaurantes e bares abriram esta segunda-feira na região parisiense. Emmanuel Macron lembrou no entanto que o vírus ainda circula pelo que as aglomerações de pessoas vão continuar a ser controladas.

Esta manhã, o ministro da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, afirmou que "uma nação é forte quando é capaz de olhar para o passado de frente".

"A França tem um ministro da Economia que quer olhar para a história, incluindo para as páginas sombras do passo, e um Presidente que não vai derrubar estátuas. Este é um jogo bem estabelecido dentro do governo. Emmanuel Macron prepara as próximas eleições e precisa do apoio da direita", descreve o académico e historiador francês, Michel Cahen.

"A República não deve nem pode apagar a história, esse é o trabalho de historiadores. Não pode haver um apoio oficial contra o racismo, manifestações sociais anti-racismo nas ruas e não haver mudanças governamentais", aponta o historiador.

"O Presidente Macron foi eleito com votos da esquerda e esses votos, mesmo com uma oposição da extrema-direita de Marine Le Pen, vão faltar desta vez. Para ser eleito, Emmanuel Macron tem de ter apoio da direita e fazer concessões. A direita francesa tem uma visão muito tradicionalista e saudosista do colonialismo", descreveu Michel Cahen.

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