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Economias

Brasil, um gigante com pés de barro à espera da recuperação

Áudio 05:44
Empregados de agência funerária transportam o caixão de uma vítima de Covid-19 no Rio de Janeiro a 18 de Maio de 2020.
Empregados de agência funerária transportam o caixão de uma vítima de Covid-19 no Rio de Janeiro a 18 de Maio de 2020. REUTERS/Ricardo Moraes
Por: RFI
9 min

Pierre Le Duff, correspondente no Brasil, efectuou uma reportagem sobre o gigante sul-americano em tempos de desconfinamento numa altura em que o país é ainda duramente afectado pela pandemia de Covid-19. Entre recessão e esperança da retoma da economia o maior Estado de língua portuguesa vive momentos difíceis.

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Em todo o Brasil, os governos dos estados e as autarcas estão a levantar  pouco a pouco as medidas restritivas devido à pandemia.

Algumas lojas estão fechadas há três meses.

No Rio de Janeiro, as feiras livres continuaram a acontecer em Copacabana, o bairro da cidade com mais casos registados, e mais mortes da Covid-19.

Maria José vende hortaliças. Mesmo trabalhando, sente o efeito da pandemia no bolso.

A percentagem da população brasileira endividada passou de 38 % antes da pandemia, para 53 % agora.

Maria José pediu uma ajuda de emergência de 600 reais por mês, concedida pelo governo aos trabalhadores autónomos, informais e sem rendimentos fixos . Mas conseguir receber o dinheiro tornou-se para muitos um caminho cheio de obstáculos.

40 % dos brasileiros já tiveram perda total ou parcial de rendimentos durante a pandemia. Na última semana de maio, 28,6 milhões estavam sem ocupação. A economia poderia ficar parada por ainda mais tempo, devido  às incertezas da pandemia. Então a ajuda de emergência  passou de três a cinco meses.

Thiago de Aragão é director de estratégia da consultoria Arko Advice, assessora de fundos estrangeiros sobre investimentos no Brasil e na Argentina. Ele alega que essas medidas são necessárias, embora contrárias  à doutrina adoptada até então pelo ministro da economia Paulo Guedes.

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia prevê uma retoma mais lenta no Brasil que em 90 % dos países.

Aponta que o Produto Interno Bruto do Brasil poderia cair 1,6 % no biénio 2020 – 2021, o pior resultado na América do Sul depois da Venezuela. A gestão da crise sanitária e também os conflitos políticos internos geram muita incerteza junto dos investidores estrangeiros.

Nesse cenário sombrio, Thiago de Aragão vê motivos do optimismo a longo prazo. Segundo ele, os fundamentos da economia brasileira são mais sólidos do que nos outros países da região

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