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Itália/Imigração

180 imigrantes há 10 dias bloqueados no Mediterrâneo desembarcam na Sicília

180 imigrantes a bordo do navio humantário "Ocean Viking" foram autorizados a desembarcar na noite de 6 de julho no porto de Empedocle, na Sicília, após 10 dias de bloqueio no Mar Mediterrâneo, devido à recusa das autoridades maltesas e italianas.
180 imigrantes a bordo do navio humantário "Ocean Viking" foram autorizados a desembarcar na noite de 6 de julho no porto de Empedocle, na Sicília, após 10 dias de bloqueio no Mar Mediterrâneo, devido à recusa das autoridades maltesas e italianas. AFP
3 min

180 imigrantes resgatados hà 10 dias no Mar Mediterrâneo pelo navio humanitário "Ocean Viking", desembarcaram na noite de 6 de julho no Porto Empedocle, na Sicília, Itália, onde permanecerão em quarentena num ferry durante duas semanas.

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Após mais de 10 dias de bloqueio no mar Mediterrâneo, devido à recusa das autoridades de Malta e de Itália, mas o Ministério italiano do Interior autorizou no último domingo (5/07) o navio "Ocean Viking" da ONG SOS Mediterrâneo com sede em Marselha, a atracar no Porto Empedocle, na Sicília, com 180 imigrantes a bordo.

Em fila, com as mochilas nas costas, as primeiras pessoas testadas negativas ao COVID-19, desembarcaram às 23h40 locais de segunda-feira (6/07) e foram colocadas em quarentena de 14 dias a bordo do ferry "Moby Zaza", sob a tutela da polícia italiana.

Esse mesmo ferry acolheu durante duas semanas 211 outros imigrantes resgatados no mar pela ONG alemã Sea Watch, sendo que 30 com teste positivo, permanecerão a bordo, isolados numa "zona vermelha", enquanto os outros foram ontem evacuados para terra e o navio desinfectado.

Os imigrantes resgatados pelo navio "Ocean Viking" são oriundos de diversos países: 60 são do Bangladesh, 3 da República dos Camarões, 17 do Egipto, 11 da Eritreia, 6 do Gana, 1 da Costa do Marfim, 1 do Mali, 11 de Marrocos, 46 do Paquistão, 16 da Tunísia, 1 da Nigéria, 4 do Sudão do Sul e 3 do Sudão. 

No grupo há 25 menores de idade a bordo - 17 deles não acompanhados - e uma mulher grávida de cinco meses.

Segundo as normas internacionais sobre os direitos humanos e o socorro no mar, as pessoas resgatadas devem ser levadas para os portos seguros mais próximos, nesse caso Malta ou Itália.

Resgates por etapas

Os 180 migrantes foram resgatados pelo navio "Ocean Viking" em três operações. 

A primeira foi a 25 de junho, quando a tripulação do navio avistou um barco de madeira em dificuldades na costa de Lampedusa e 51 pessoas foram socorridas. 

Uma hora depois, o navio interceptou outro barco, a 40 milhas ao sul das ilhas Pelágias, entre a Tunísia e a Sicília, salvando 67 outras pessoas. 

A 30 de junho, foram recuperados outros 63 imigrantes, que estavam em dois barcos à deriva na zona Sar de Malta.

A pandemia do coronavírus não desencorajou a travessia de imigrantes para chegar à Itália e segundo dados do Ministério do Interior, os fluxos migratórios não diminuíram com o coronavírus. 

Desde o início do ano ocorreram em Itália 175 desembarques com 5.456 pessoas a bordo, sendo que apenas 27 eram navios humanitários, os outros 148 eram pequenos barcos e botes de borracha, que atravaram em Lampedusa, nas costas da Sicília, Sardenha ou Calábria.

De 1 de janeiro a 12 de junho de 2020, as Comissões de Asilo analisaram 21.144 pedidos, foram reconhecidos 2.268 estatutos de refugiado (11%), a protecção subsidiária foi atribuida a 1.907 pessoas , 135 receberam protecção especial e 16.384 virzm recusados os pedidos de asilo.

 

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