Síria

Cerca de 700 familiares de membros do grupo Estado Islâmico faleceram em campos na Síria

Campo de detenção de Al-Hol no nordeste da Siria, e 2019.
Campo de detenção de Al-Hol no nordeste da Siria, e 2019. © REUTERS/Ali Hashisho/Foto de arquivo

Em conferência de imprensa esta quinta-feira, Vladimir Vorontsov, chefe da luta antiterrorismo na ONU alertou que pelo menos 700 pessoas, essencialmente mulheres e crianças, ligadas a jihadistas do grupo Estado Islâmico morreram recentemente em 2 campos de detenção, Al-Hoj e Roj, situados no nordeste da Síria.

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De acordo com este responsável, está a aumentar um sentimento de raiva nestes campos sob controlo curdo onde se encontram detidas 70 mil pessoas «em condições muito difíceis», as mortes recentemente registadas devendo-se à falta de medicamentos e de comida.

Desde o ano passado, os curdos têm tecido alertas sobre a sua ausência de meios financeiros e humanos para manter por muito mais tempo estes campos de detenção e a ONU e a ONG «Médicos sem Fronteiras» têm já em múltiplas ocasiões alertado sobre a situação humanitária nestes campos.

Ao exortar a comunidade internacional a debruçar-se sobre este «enorme problema», o chefe da luta antiterrorista da ONU advertiu que manter nesses campos esses grupos que abrangem tanto familiares de combatentes como também jovens jihadistas, «é muito perigoso».

Com efeito, Vladimir Vorontsov indicou que os detidos têm capacidade de «criar materiais explosivos que podem ser muito úteis para os terroristas reiniciarem as suas actividades» na Síria e no Iraque. Apesar de terem perdido no ano passado os últimos bastiões do seu «califado», os jihadistas do grupo Estado Islâmico têm continuado a perpetrar ataques naqueles países.

 

 

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