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Eleição presidencial na Polónia decisiva para futuro do Lei e Justiça

 Rafal Trzaskowski  e Andrzej Duda, candidatos na segunda volta da eleição presidencial polaca, que decidirá o futuro do governo conservador  liderado pelo partido Lei e Justiça.
Rafal Trzaskowski e Andrzej Duda, candidatos na segunda volta da eleição presidencial polaca, que decidirá o futuro do governo conservador liderado pelo partido Lei e Justiça. REUTERS - Kacper Pempel
Texto por: RFI
2 min

Na Polónia,decorreu  domingo a segunda volta das eleições presidenciais. O chefe de Estado cessante, o conservador, nacionalista, Andrzej Duda, apoiado pelo partido no poder, o Lei e Justiça, enfrenta o presidente da Câmara de Varsóvia, o liberal europeísta Rafal Trzaskowski. A batalha promete ser rude já que as últimas sondagens colocam os candidatos taco a taco. O resultado da eleição será decisivo para o futuro do governo dos  conservadores do Lei e Justiça.  

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Acusado pelos seus adversários políticos de fazer recuar as liberdades democráticas conquistadas  há três décadas, depois da queda do comunismo na Polónia, o  governo do partido nacionalista-conservador Lei e Justiça (PiS), que apoia o presidente cessante Andrzej Duda frente ao autarca de Varsóvia e liberal Rafal Trzaskowski do Plataforma Cívica (PO) coloca  em  jogo  o seu futuro nesta  segunda  volta  da  eleição presidencial.

As últimas sondagens de opinião revelam hipóteses de vitória idênticas  para  os dois candidatos, depois  de Duda ter liderado as intenções de voto em Maio, mês em que o escrutínio estava previsto, mas não foi realizado devido à pandemia de Covid-19.

Segundo observadores a epidemia de coronavírus influenciou a queda nas intenções de voto, do chefe de Estado cessante, devido à primeira grande recessão enfrentada pela Polónia desde a era comunista.

Os especialistas em assuntos polacos, consideram que perante a eventualidade de um resultado eleitoral renhido, é muito possível que haja posteriormente contestações judiciais.

Ao meio-dia de domingo, a afluência dos eleitores às mesas de voto, estimava-se em  24,73%.

Na primeira volta, Andrzej Duda obteve 43,5% dos votos e Rafal Trzaskowski 30,4%.

De acordo com o Eurasia Group, firma de consultoria em riscos políticos, Rafal Trzaskowski,embora  tenha sido um candidato competente e eloquente, corre  o  risco de sofrer com a falta de um apoio claro, por parte dos  candidatos da oposição eliminados na primeira volta da eleição.

Nesta eleição presidencial, estão em jogo duas visões da Polónia.

A nacionalista e conservadora de Duda, que prometeu manter as ajudas sociais implementadas pelo partido Lei  e Justiça  e fez uma campanha polarizadora, com ataques nomeadamente aos direitos das pessoas  LGTB,rejeitando também a ideia de indemnização dos bens roubados aos judeus pelos nazis e durante a era comunista.

E a de Trzaskowski, liberal e favorável  às parcerias civis, incluindo entre pessoas  do mesmo sexo. O  presidente  da Câmara  de Varsóvia,  prometeu igualmente que, em caso de vitória, revogará as polémicas reformas do sistema judicial polaco, efectuadas sob a égide do Lei e Justiça, que colocaram a Polónia em colisão com a União Europeia. 

Governo conservador polaco decide futuro na eleição presidencial 12 07 2020

      

 

 

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