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TPI/Direito

Jihadista acusado por Tribunal Penal Internacional de crimes inimagináveis

O  jihadista maliano  Al Hassan Ag Abdoul Aziz Ag Mohamed Ag Mahmoud  por ocasião da sua primeira audiência perante  o Tribunal Penal Internacional de Haia  em Julho de 2019.
O jihadista maliano Al Hassan Ag Abdoul Aziz Ag Mohamed Ag Mahmoud por ocasião da sua primeira audiência perante o Tribunal Penal Internacional de Haia em Julho de 2019. ANP/AFP/Archivos
Texto por: RFI
4 min

O tribunal Penal Internacional de Haia iniciou  nesta terça-feira o  julgamento  de  Al-Hassan Ag Abdoul Aziz Ag Mohamed Ag Mahmoud . O alegado jihadista é julgado por crimes contra a humanidade e  crimes de guerra cometidos durante a ocupação de Timbuktu, pelos islamistas dos movimentos Ansar Dine e Aqmi( Al-Qaeda no Magrebe Islâmico).  Al Hassan Mohamed Ag Mahmoud era um dos comissários da polícia da moral. 

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Al Hassen  Mohamed Ag Mahmoud é acusado de uma  aterradora série de ofensas,que inclui treze culpas formadas, nomeadamente,  tortura, casamentos  forçados, escravidão sexual, violações perseguições, atentado à  dignidade humana e destruição de monumentos religiosos.

Segundo declarou  nesta terça-feira  em Haia Fatou Bensoud,  procuradora do Tribunal Penal internacional (TPI) o  agente  da  polícia da moral islâmica de Timbuktu  cometeu crimes inimagináveis, assim como participou na  instauração de um "ambiente de terror" .

Al  Hassan  Ag Abdoul Aziz Ag Mohamed Ag Mahmoud de 42 anos  de idade é acusado, entre outras ofensas, de ter contribuídio em 2012 e 2013 para a demolição do património cultural da cidade, situada  no  noroeste  do Mali, bem  como ter torturado pessoas.

De acordo com o TPI, Al  Hassan  Ag  Mohamed Ag Mhamoud, que é membro do Ansar Dine, um dos grupos jihadistas que entre Março  e Abril de 2012 ocupou a vasta região do norte do Mali, foi  entregue  ao tribunal de Haia  em Abril de 2018.

A procuradora Bensouda considerou Al  Hassan, uma das principais figuras da polícia da moral islâmica e do sistema judicial estabelecido pelos jiadistas no norte do Mali em 2012.  

Os membros da polícia moral islâmica ,são igualmente acusados de terem obrigado mulheres e jovens raparigas a casarem com alguns deles.

Jihadista do Mali perante o TPI

               

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