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China

ONG denunciam aproveitamento de trabalho forçado uigur por marcas de roupa

Homens uigures na parte ocidental do Xinjiang, região muçulmana da China.
Homens uigures na parte ocidental do Xinjiang, região muçulmana da China. © AFP
Texto por: Miguel Martins
5 min

Uma em cada cinco peças de roupa que usamos teria origem em trabalho forçado uigur na China, a denúncia é de uma aliança de quase 200 organizações de defesa dos direitos humanos de 36 países denunciando a repressão chinesa no Xinjiang contra os uigures, de confissão muçulmana da qual tiram proveito grandes marcas de pronto a vestir de todo o mundo, como a Adidas, a Nike, a Zara ou a Calvin Klein, por exemplo.

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Teresa Nogueira é especialista da China na Amnistia Internacional ela alega que só os consumidores poderão fazer a diferença para pesar neste contexto.

"Se os consumidores forem informados e começarem a recusar comprar material destas empresas, então, isso surtirá, efectivamente, efeito". Esta responsável afirma que tais condições contibuem para procurar "anular a cultura destas pessoas, dos uigures".

Teresa Nogueira, AI, especialista da China, sobre campanha para marcas renunciarem a roupa de campos uigures

Teresa Nogueira alega que os trabalhos forçados na China são prática corriqueira.

"Trabalho forçado na China é uma situação recorrente e só não vê quem não quer e só não vêem as empresas que querem ir para lá explorar. Quanto à situação dos uigures e dos cazaques e outras minorias étnicas que habitam o Xinjiang, desde séculos, estão numa situação de extrema vulnerabilidade".

Ela denuncia a prática de internamentos em campos "de trabalhos forçados onde tentaram formatar a mentalidade das pessoas e anular a sua consciência étnica."

Teresa Nogueira, AI, especialista da China, sobre trabalho forçado dos uigures

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