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EUA/Presidenciais

Donald Trump diz não querer adiar presidenciais, mas insiste em risco de fraude

Presidente norte-americano.
Presidente norte-americano. REUTERS/Carlos Barria
Texto por: Lígia ANJOS
3 min

Donald Trump sugeriu pela primeira vez, esta quinta-feira, um adiamento inédito das eleições presidenciais nos Estados Unidos, alegando que a votação por correspondência poderia abrir as portas à fraude generalizada. A afirmação recebeu críticas unânimes, inclusive do seu próprio partido.

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Com o aproximar das eleições presidenciais, previstas para a primeira terça-feira de Novembro, o Presidente norte-americano tem se oposto às tentativas democratas em alargar a votação por correspondência. Donald Trump argumenta que este método pode abrir portas à fraude generalizada.

O presidente norte-americano esclareceu esta sexta-feira que não quer adiar as eleições de 2020, depois de o ter sugerido no twitter, invocando que o acto eleitoral poderia ser “impreciso e fraudulento”.

Em conferência de imprensa, Donald Trump explicou que não quer  voltar a agendar as eleições, mas teme pela segurança dos resultados.

“Se eu quero ver uma mudança de data? Não, mas não quero eleições desonestas. Estas eleições vão ser as mais fraudulentas da História se isso acontecer, afirmou o presidente norte-americano depois ter sugerido no Twitter o adiamento das votações “até que as pessoas possam votar de maneira adequada, segura e protegida”.

O Tweet do Presidente foi publicado no momento em que o gabinete de Análise Económica anunciou que os Estados Unidos entraram em recessão depois dois trimestres de contracção em relação ao período anterior. A economia norte-americana entrou em recessão ao registar uma retracção histórica de 32,9% no segundo trimestre.

Segundo especialistas citados na imprensa norte-americana, as declarações de Donald Trump podem ter representado uma manobra de distracção.

Os Estados Unidos nunca adiaram uma eleição presidencial, nem mesmo durante a Guerra de Secessão (1861-1865), e é pouco provável que aconteça neste escrutínio. A Constituição dos EUA é clara: apenas o Congresso pode mudar a data das eleições, definida por lei para dia 3 de Novembro, e os democratas da oposição assumem maioria no Congresso.

Também o Partido Republicano reagiu à publicação de Trump. "Nunca, na história do nosso país, apesar das guerras, crises e da Guerra Civil, tivemos uma eleição federal que não tivesse sido realizada na data prevista", declarou o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell.

Donald Trump afunda-se nas sondagens

 Donald Trump tem vindo a afundar-se nas sondagens frente a Joe Biden, e evocou a ameaça de fraude em massa em várias ocasiões nas últimas semanas. Os comentários do Presidente norte-americano sobre o assunto levaram o Twitter a assinalar uma mensagem como “apologia à violência”. Na mensagem em questão, Donald Trump ameaçou disparar contra as pessoas envolvidas nos protestos de Mineápolis.

No final do mês de Abril, Joe Biden previa que o bilionário faria o possível para adiar as eleições. "Lembrem-se do que eu digo, acho que ele tentará adiar as eleições de uma maneira ou de outra, e encontrará razões pelas quais o escrutínio não poderá ser realizado", afirmou o candidato democrata.

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