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Itália

Inauguração da nova ponte de Génova

Vista panorâmica da nova ponte "San Giorgio" de Génova inaugurada neste 3 de Agosto de 2020.
Vista panorâmica da nova ponte "San Giorgio" de Génova inaugurada neste 3 de Agosto de 2020. REUTERS/Flavio Lo Scalzo
Texto por: Liliana Henriques
4 min

Foi inaugurada hoje pelo Presidente da República e o chefe do governo italiano a nova ponte de Génova, menos de dois anos depois da derrocada da antiga ponte no dia 14 de Agosto de 2018 cujo balanço foi 43 mortos. A inauguração desta ponte qualificada de "símbolo de uma Itália que renasce" acontece na ausência das famílias das vítimas que consideram esta cerimónia inadequada.

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“Esta ponte tem a função de reconstruir uma nova unidade sobre a profunda fractura provocada pela derrocada do 14 de Agosto de 2018” foram as palavras do presidente do conselho italiano, Giuseppe Conte, ao inaugurar a nova ponte “San Giorgio”, isto menos de dois anos depois da derrocada da anterior estrutura, a ponte “Morandi”, que custou a vida de 43 pessoas, entre as quais, 4 crianças.

Concebida pelo arquitecto Renzo Piano, nascido nesta cidade do norte de Itália, esta nova infraestrutura foi edificada num tempo Record, entre Fevereiro de 2019 e Abril deste ano, sob a alçada de um consórcio associando o gigante italiano da construção civil Webuild com o construtor naval Fincantieri.

Desde o fim efectivo das obras, esta nova ponte tem sido submetida a uma série de testes de segurança. Há ainda uma dezena de dias, 56 camiões, cada um com 44 toneladas, passaram sobre o viaduto para verificar a sua solidez.

Nascida literalmente sobre os despojos da anterior ponte, esta nova estrutura surge numa altura em que ainda decorre o inquérito preliminar sobre as circunstâncias do drama. Os resultados desta investigação deveriam ser conhecidos em Outubro, antes de um processo que poderia decorrer no ano que vem.

Para já, primeiras peritagens efectuadas no terreno revelam que a derrocada da ponte “Morandi” resulta de graves falhas na sua manutenção.

No banco dos réus estão várias personalidades e empresas, designadamente a Autostrade per l'Italia (ASPI) que geria esta ponte e cujo principal accionista com 88% de participações, é a família Benetton, fundadora do conhecido império têxtil do mesmo nome.

Depois de um braço-de-ferro iniciado em plena polémica logo após a derrocada da ponte “Morandi”, há cerca de duas semanas, a família Benetton aceitou ceder o controlo desta actividade muito lucrativa, para passar a deter apenas 10% dos activos da ASPI, não se conhecendo por enquanto os contornos exactos desta expropriação.

 

 

 

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