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Doadores internacionais vão ajudar Líbano, mas ira popular permanece

O  chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, no decurso da videoconferência de doadores internacionais empenhados em ajudar o Líbano, na sua residência presidencial  de Fort Brégançon( Provence-Alpes -Côte d'Azur), no sul  da França. 09 de Agosto  de 2020.
O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, no decurso da videoconferência de doadores internacionais empenhados em ajudar o Líbano, na sua residência presidencial de Fort Brégançon( Provence-Alpes -Côte d'Azur), no sul da França. 09 de Agosto de 2020. REUTERS - POOL
Texto por: RFI
5 min

Depois das manifestações de sábado contra a classe política libanesa, circulam nas redes sociais mensagens afirmando que a ira popular não se acalma num dia.  Apelos à novos protestos contra o governo libanês persistem,  numa altura em  que doadores  internacionais se reunem por videoconferência, para definir um plano de ajuda ao Líbano,que atravessa uma  grave crise financeira e económica.    

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Após as manifestações de sábado,no centro de Beirute, contra  a classe  política local, durante as quais um polícia foi morto, várias  dezenas de pessoas  ficaram  feridas e alguns ministérios foram  ocupados, decorreu neste domingo um  conferência  internacional de doadores  coordenada  conjuntamente  pela França e  as  Nações Unidas, de forma a  ajudar o  Líbano a  superar a grave crise económica e financeira, enfrentada pelo  país  do Médio-Oriente.

Impulsionador do  encontro de doadores realizado  por  videoconferência, o Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a comunidade internacional  tem de agir  rapida e  eficazmente, de  forma  a  ajudar  o Líbano depois  da  catástrofe provocada pela explosão ocorrida  na  zona  portuária de Beirute, no  dia  4  de  Agosto.

De acordo  com  o  chefe  de  Estado francês, o objectivo  da  conferência  de doadores  é  coordenar no terreno a ajuda que será  atribuída ao  Líbano, o  mais  eficazmente  possível para  que ela  sirva a  população libanesa.

A conferência na qual participaram também, além de  Emmanuel Macron, os  seus homólogos norte-americano Donald Trump e libanês Michel Aoun, o  coordenador da ONU para a assistência internaciona, Mark Lowcock, representantes do Banco Mundial,  Cruz Vermelha, Fundo Monetário Internacional, União Europeia, Liga Árabe, bem como líderes  de países do Médio-Oriente, deve definir um pacote  de ajuda financeira.

Segundo as estimativas efectuadas pelas Nações Unidas, nos  próximos três meses, o Líbano terá necessidade de uma ajuda de  emergência de cerca de 117 milhões  de dólares. 

No decurso da conferência, os líderes mundiais comprometeram-se a assegurar uma ajuda ao país sinistrado. 

A União Europeia vai disponibilizar um montante de 63 milhões de euros, o Reino Unido 25 milhões de libras esterlinas, das quais vinte mihões serão  afectados à  ajuda  alimentar  para os  mais vulneráveis, a Alemanha acrescenta 10 milhões  de euros aos 1,5 já anunciados, a Espanha vai  implementar ajuda humanitária  através de medicamentos, hospitais móveis e abrigos para  os libaneses  privados de habitação depois da  explosão ocorrida no dia 4 de Agosto e  a Suíça  comprometeu-se  em atribuir  4 milhões de francos suíços  em  ajudas  directas.

A Confederação  Helvética  já disponibilizou  500.000 francos  a  Cruz Vermelha  libanesa,bem como  enviou  para o   Líbano   especialistas em resposta a catástrofes, engenheiros e peritos em logística. 

Doadores internacionais vão ajudar Líbano, mas ira popular permanece 09 8 2020

                                

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