Acesso ao principal conteúdo
Israel / Emirados Árabes Unidos

Israel e Emirados Árabes Unidos chegam a acordo para a normalização das suas relações

O Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu (à esquerda) e o Príncipe Mohammed bin Zayed Al Nahyan dos Emirados Árabes Unidos (à direita).
O Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu (à esquerda) e o Príncipe Mohammed bin Zayed Al Nahyan dos Emirados Árabes Unidos (à direita). © AFP Foto/GALI TIBBON, Odd ANDERSEN
Texto por: Liliana Henriques
5 min

O Presidente americano anunciou ontem a conclusão sob a égide do seu país de um acordo para a normalização das relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, este protocolo devendo ser assinado dentro de 3 semanas em Washington. Em troca do estabelecimento de relações diplomáticas e económicas com os Emirados Árabes Unidos, um actor importante do golfo pérsico, Israel compromete-se a suspender as anexações na Cisjordânia ocupada.

Publicidade

Os Emirados Árabes Unidos deveriam tornar-se dentro de três semanas o terceiro país árabe a estabelecer relações com Israel, a seguir ao Egipto em 1979 e à Jordânia em 1994. A segunda economia do Golfo Pérsico que pretende nomeadamente tornar-se um hub tecnológico regional e associar-se com o Estado Hebreu neste domínio, vai segundo confirmou ontem Benjamin Netanyahu "investir somas importantes em Israel", o chefe do executivo de Telavive especificando acerca da suspensão das anexações de territórios palestinianos que este projecto "não foi abandonado" mas apenas "adiado".

Saudado pela administração Trump, para a qual se trata de um trunfo a 3 meses das presidenciais, este acordo foi igualmente qualificado pela ONU, Bruxelas, a Alemanha ou ainda a França como "um passo" para a retoma de um eventual diálogo entre Israel e os palestinianos. Já no mundo Árabe, as reacções foram diversas.

Do lado palestiniano, este acordo foi apelidado de "traição", o executivo de Mahmud Abbas tendo apelado a uma reunião de urgência da Liga Árabe, sendo que também convocou de volta o seu embaixador em Abu Dhabi. "Traição" foi também o qualificativo utilizado pela Turquia, cujo Presidente diz ponderar a possibilidade de suspender as suas relações com os Emirados, o Irão considerando por sua vez este acordo como uma "estupidez estratégica de Abu Dhabi e de Telavive que vai reforçar sem dúvida o eixo da resistência" dos aliados de Teerão.

Do lado dos dois únicos países Árabes mantendo relações oficiais com Israel, o presidente Egípcio saudou o acordo estimando que iria impedir a anexação de partes da Cisjordânia enquanto a Jordânia, também circunspecta, considerou que o futuro do acordo iria depender das próximas acções do Estado Hebreu.

Por seu turno, tal como Israel particularmente hostis ao Irão, os sultanatos de Oman e do Bahrein pronunciaram-se abertamente a favor deste acordo, peritos considerando que eles poderiam ser os próximos países a estabelecer relações com Telavive.

Entretanto, apesar de manter relações oficiosas com Israel e partilhar a sua inimizade com Teerão, o peso pesado regional, a Arábia Saudita ainda não se posicionou sobre o assunto.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.