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#Bielorrússia

União Europeia quer resposta comum à repressão na Bielorrússia

Protesto em Minsk. 14 de Agosto de 2020.
Protesto em Minsk. 14 de Agosto de 2020. AFP - SERGEI GAPON
Texto por: RFI
6 min

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão realizar, esta sexta-feira, uma reunião por videoconferência para uma resposta comum à repressão das manifestações na Bielorrússia. A presidente da Comissão Europeia apelou ao Conselho da União Europeia para que adopte sanções. Gala Worm, cidadã bielorrussa a viver em Portugal há 22 anos, espera que a voz da União Europeia fale bem alto para denunciar “uma guerra contra o próprio povo” da parte do presidente Alexander Lukashenko.

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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão realizar, esta sexta-feira, uma reunião por videoconferência para uma resposta comum à repressão das manifestações na Bielorrússia, após as eleições presidenciais de domingo, que deram uma nova vitória a Alexander Lukashenko.

Esta sexta-feira, no Twitter, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apelou ao Conselho da União Europeia para que adopte sanções contra a Bielorrússia por violação de valores democráticos e direitos humanos. "Precisamos de sanções adicionais contra aqueles que violaram valores democráticos ou abusaram de direitos humanos na Bielorrússia", indicou.

A reunião extraordinária desta sexta-feira foi convocada pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, devido ao agravamento da repressão dos protestos que contestam os resultados eleitorais.  Pelo menos duas pessoas morreram e houve milhares de detenções, de acordo com a agência France Presse.

Gala Worm, cidadã bielorrussa a viver em Portugal há 22 anos, espera que a voz da União Europeia fale bem alto para denunciar “uma guerra contra o próprio povo” da parte do presidente Alexander Lukashenko.

Esperamos que a UE ajude para o nosso país parar com esta violência que o Lukashenko começou depois das manifestações do povo contra as eleições que ele disse que ganhou - quando todo o país votou contra o Lukashenko. Ele não é o nosso presidente e agora está a matar as pessoas (...) Queremos que a comunidade europeia ajude para que o nosso país reaja e diga qualquer coisa para todo o mundo sobre esta guerra contra o próprio povo. O nosso ditador é sangrento e precisa de responder sobre a sua violência contra o povo bielorrusso.”

Gala Worm, expectativas quanto à União Europeia

Gala Worm, sobre presidente bielorusso

Gala Worm ja participou em duas manifestações em Lisboa e quer voltar a manifestar-se contra a repressão no seu país.

Todos os nossos compatriotas saíram para a rua na Europa toda, na Polónia, França, Alemanha e nós também saímos duas vezes em Portugal. A Svetlana Tikhanovskaya, que ganhou as eleições e teve de fugir do país, está a dizer que no dia 15, 16 na Bielorussia as pessoas precisam de fazer manifestações para parar a violência e nós também vamos fazer isso.

 

 

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