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Bielorússia/Eleição Presidencial

Bielorússia: UE contesta reeleição de Lukachenko

Presidente da Bielorússia Alexandre Lukashenko (esq) e seu homólogo russo Vladimir Putin (dir) em 2016.
Presidente da Bielorússia Alexandre Lukashenko (esq) e seu homólogo russo Vladimir Putin (dir) em 2016. Sputnik/Kremlin/Mikhail Metzel
5 min

Forte contestação interna e externa à reeleição a 9 de Agosto do Presidente Lukachenko, a líder da oposição, Svetlana Tikhanoskaïa, refugiada na Lituânia, diz-se pronta para assumir as suas responsabilidades e dirigir o país, enquanto a União Europeia organiza quarta-feira uma cimeira extraordinária.

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A eleição presidencial de 9 de Agosto foi marcada por elevada fraude eleitoral reconhecida pela União Europeia, enquanto aumenta a mobilização em torno da jovem de 37 anos Svetlana Tikhanoskaïa, a rival do reeleito Presidente Alexander Lukachenko, com dezenas de milhares de opositores a apoiá-la ontem nas ruas de Minsk, contra cerca de três mil na manhã do mesmo dia em apoio ao Presidente.

Esta segunda-feira, 17 de Agosto, para pôr termo às manifestações de protesto contra a sua reeleição a 9 de Agosto, o Presidente Lukachenko - no poder desde 1994 -  afirmou estar pronto a deixar o poder, após um referendo constitucional e novas eleições presidenciais e legislativas, segundo a agência bielorussa de informações Belta, depois de ter afirmado "organizamos eleições, enquanto não me matarem, não haverá outras".

Por sua vez a líder da oposição e candidata à eleição presidencial Svetlana Tikhanoskaïa declarou esta segunda-feira (17/08) em vídeo a partir da Lituânia "estar pronta a assumir as suas responsabilidades e agir como líder nacional durante o período de transição" e apelou as forças da ordem a juntarem-se aos manifestantes, prometendo perdoar o seu comportamento repressivo.

Moscovo anunciou este fim de semana o seu apoio ao Presidente Lukachenko, mostrando a sua disponibilidade em fornecer - se necessário - ajuda militar no quadro dos acordos bilaterais com a Biolorússia, enquanto a vizinha Lituânia considerou que tal significaria "uma invasão injustificada do ponto de vista legal, moral e político". 

A UE vai pedir a Moscovo que renuncie a qualquer ingerência na Bielorússia e pediu um inquérito sobre a violenta repressão das manifestações desde 9 de Agosto.

O presidente do conselho europeu Charles Michel convocou para a próxima quarta-feira, 19 de Agosto, os dirigentes dos 27 países membros, para em cimeira extraordinária, analisarem a situação na Bielorússia, após a reeleição contestada por 80% de votos do Presidente Alexandre Lukachenko.

A Alemanha, que assume a presidência rotativa da União Europeia, ameaçou esta segunda-feira (17/08) alargar as sanções anunciadas na sexta-feira (14/08) pela União Europeia contra responsáveis bielorussos acusados de repressão e farude eleitoral e no final de Agosto esta crise deverá ser evocada em Berlim, durante a reunião dos chefes da diplomacia europeia.

O Reino Unido declarou esta segunda-feira (17/08) "não aceitar os resultados" da eleição presidencial de 9 de Agosto e vai "sancionar os responsáveis" pela repressão que se seguiu à eleição.

A Bielorússia é alvo de um embargo sobre a venda de armas e de material podendo ser utilizado para a repressão e quatro cidadãos bielorussos estão já proibidos de entrar na União Europeia e seus bens estão congelados desde 2016.

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