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Bielorrússia/Política

Novas manifestações na Bielorrússia contra reeleição de Loukachenko

Manifestantes protestam em Minsk, contra a reeleição do presidente cessante Alexandre Loukachenko.23 de Agosto de 2020.
Manifestantes protestam em Minsk, contra a reeleição do presidente cessante Alexandre Loukachenko.23 de Agosto de 2020. REUTERS - VASILY FEDOSENKO
Texto por: RFI
4 min

Vários milhares de  bielorrussos voltaram a manifestar contra o governo no centro de Minsk, para contestar o resultado da recente eleição presidencial ganha pelo presidente cessante,Alexandre Loukachenko. Loukachenko é acusado pela oposição de  ter cometido uma fraude eleitoral para manter-se no poder. O actual chefe bielorrusso governa desde 1994, ano em que a Bielorrússia, ex-república soviética, conquistou a sua independência.            

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Acenando bandeirolas com as cores vermelha e branca da oposição, dezenas de milhares de manifestantes voltaram domingo às ruas de Minsk, capital da Bielorrússia, para denunciar uma alegada fraude eleitoral e pedir a demissão do presidente cessante, Alexandre Loukachenko.

Segundo os media locais, mais de 100.000 bielorrussos protestaram contra a continuidade de Loukachenko no poder.

Ornados com as cores branca e  vermelha da oposição, os manifestantes ocuparam a praça da independência.   

O executivo bielorrusso recorreu a polícia de choque, para dispersar as manifestações espontâneas que eclodiram  logo depois do chefe de Estado bielorrusso ter reivindicado a vitória na eleição presidencial, ocorrida  há duas semanas.

As manifestações deste domingo têm lugar com em pano de fundo os preparativos  para  a "Marcha em prol  de uma nova Belarrússia" que vai ser  organizada pela oposição.

Na  vizinha Lituânia, manifestantes decidiram formar uma cadeia humana na fronteira com a Bielorrússia, em solidariedade para com os contestários bielorrussos.

As autoridades da Bielorrússia  acusaram a oposição de querer tomar o  poder  ilegalmente e Alexandre Loukachenko considerou que a presença de tropas da NATO na Lituânia representa uma ameaça para a soberania de Bielorrússia.

Na passada segunda-feira, o chefe  de Estado bielorrusso ameaçou também encerrar as fábricasnas quais os  trabalhadores coordenados pela  oposição, encetaram movimentos de greve.

Aliada da Bielorrússia, com a qual tem laços históricos, a  Rússia lançou uma advertência à União Europeia, contra  a interferência do bloco de Bruxelas nos assuntos internos do seu vizinho.O governo russo afirmou que não hesitára  em intervir a favor do executivo bielorrusso se achar necessário. 

Novas manifestações na Bielorrússia contra reeleição de Loukachenko 23 08 2020

  

                       

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