Portugal/Avante

Avante!: Festa do PCP abre portas a 16.563 pessoas

Preparativos para a abertura da Festa do Avante, que decorre entre 4 e 6 de Setembro, na Amora, Seixal.
Preparativos para a abertura da Festa do Avante, que decorre entre 4 e 6 de Setembro, na Amora, Seixal. LUSA - JOSÉ SENA GOULÃO

A 44.ª edição da Festa do “Avante!”, organizada pelo Partido Comunista Português, abre esta sexta-feira as portas a militantes e visitantes, pelas 16h00, mas só vão poder estar, ao mesmo tempo, 16.563 pessoas, decretou a Direção-Geral da Saúde devido à pandemia de Covid-19.

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O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, vai ser visto e ouvido através dos ecrãs gigantes nos 30 hectares das quintas da Atalaia e do Cabo da Marinha, no habitual discurso de abertura oficial.

A festa anual do Partido Comunista Português tem estado envolto em polémica, com críticas pela realização em plena crise sanitárias. Críticas apontadas pelas forças da direita PSD, CDS-PP, Chega.

O Secretário-Geral do PCP garantiu que a organização sabia “preparar a festa com as medidas de protecção necessárias" e sublinhou que o evento é “necessário para dar esperança e confiança na luta pelo futuro”.

Rui Braga, membro do Secretariado do Comité Central do PCP, garante que foram tomadas todas as medidas de segurança para a realização da Festa do “Avante!”.

Rui Braga, membro do Secretariado do Comité Central do PCP

O Partido Comunista afirma ter tomado medidas sanitárias no sentido de garantir a segurança e prevenir eventuais contágios, com plateias de lugares sentados e com distância entre eles, pontos de álcool gel.

A Festa do “Avante!” conta com uma lotação máxima de 16.563 pessoas, com a redução de 10 para três palcos e a proibição de bebidas alcoólicas nos recintos dos espectáculos. 

“Sons e vozes de África contra o racismo”

No programa desta sexta-feira, 4 de Setembro, estão previstos concertos no palco 25 de Abril com “sons e vozes de África contra o racismo”,com artistas de Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Angola.

O cantor e compositor cabo-verdiano, Dino D'Santiago, vai actuar esta noite perante 2.000 pessoas sentadas, com quem vai partilhar uma "Lisboa crioula", "numa mistura na qual brancos e pretos fazem parte de uma só nação".

Cantor e compositor cabo-verdiano, Dino D'Santiago

No auditório 1.º de Maio, o protagonismo deste primeiro dia será da fadista Aldina Duarte, Camané e Mário Laginha.

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