Grécia/relações internacionais

Incêndio em campo de migrantes na Grécia deixa milhares sem abrigo

Migrantes sentados no meio dos destroços provocados pelo incêndio no campo de refugiados de "Moria", na ilha grega de Lesbos. 09 de Setembro de 2020
Migrantes sentados no meio dos destroços provocados pelo incêndio no campo de refugiados de "Moria", na ilha grega de Lesbos. 09 de Setembro de 2020 AFP

Milhares de requerentes de asilo e  migrantes, refugiados num acampamento da ilha grega de Lesbos,perderam os seus abrigos devido à um incêndio que desencadeou ma verdadeira situação de crise. Segundo fontes gregas, o  incêndio ocorreu horas depois de 35 migrantes,  do acampamento  "Moria",  terem  sido rastreados positivos para o coronavírus.  Milhares de refugiados fugiram em pânico,do incêndio para as plantações de oliveiras, mas de  acordo com  fontes  internas  ao  acampamento  de migrantes não se registaramferidos  graves.           

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O  Primeiro-ministro grego,Kyriakos Mitsokakis, afirmou que uma reacção violenta,ao rastreio para detectar casos de Covid-19, está na origem do incêndio ocorrido no acampamento  de "Moria", esta  quarta-feira, na  ilha  de Lesbos.

Kyriakos declarou que vários incêndios já tinham sido desencadeados,deliberadamente, por refugiados, descontentes pelo facto de serem isolados após  testes positivos para a covid-19.

A maioria dos migrandes do "Moria"  sentou-se na beira da estrada, entre o campo e o porto de Mitilene, após  a destruição dos seus abrigos pelo incêndio. Alguns  migrantes e requerentes de asilo interrogam-se sobre o seu futuro.

A União Europeia declarou estar pronta  a pagar as despesas de transporte de 400 jovens não acompanhados, para a Grécia continental.

A  Alemanha, por seu lado, lançou um apelo para que os outros países membros do bloco europeu aumentem o seu apoio aos migrantes do acampamento "Moria", originalmente estabelecido para acolher 2,800 pessoas, mas que na realidade abriga um número  quatro vezes superior.

O  governo alemão voltou a reclamar a necessidade urgente de uma política migratória comum pela União Europeia, de forma a pôr termo aos dramas, semelhantes ao do "Moria" .

Numa entrevista à agência France Presse, o secretário de Estado alemão para os assuntos europeus, Michael Roth, afirmou que os outros países membros da União Europeia devem dar o seu apoio à Grécia, bem como manifestar     a  sua solidariedade.  

Segundo ainda Roth, cujo país  assume a  presidência  rotativa da União Europeia, a  questão migratória é mais do que nunca uma das prioridades da Alemanha, na sua vigência do  bloco europeu.

O  porta-voz do governo francês, Gabriel Attal, afirmou que o seu país está  pronto para assumir a sua parte em matéria de solidariedade  e que a França nunca fugiu às suas responsabilidades .

O acampamento de "Moria", situado na ilha de Lesbos, no Mar Egeu, alberga cerca de 12.7000  requerentes de asilo, ou seja, quatro vezez mais do que a sua capacidade de acolhimento.

A  presidente  da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou a  sua profunda tristeza perante o dramático incêndio, que colocou milhares de requrentes de asilo agora sem nenhum abrigo.  

Incêndio em campo de migrantes de Lesbos

                 

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