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Covid-19/Fome

Covid-19: mais de 30 milhões de infectados, quase 1 milhão de mortos e 138 milhões de esfomeados

Gráfico ilustrando os países com mais mortes e casos da Covid-19 no mundo na última semana.
Gráfico ilustrando os países com mais mortes e casos da Covid-19 no mundo na última semana. AFP
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Mais de 30 milhões de contaminados pela Covid-19 já foram registrados no mundo, quase 1 milhão de óbitos e 138 milhões passam fome, de acordo com um balanço divulgado nesta sexta-feira, 18 de Setembro, com uma taxa de transmissão "alarmante" na Europa, a OMS aconselha o regresso à quarentena de 14 dias, enquanto o Reino Unido e a Espanha decretam novas medidas drásticas de restrição, para travar a propagação do novo coronavírus.

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Segundo dados recolhidos pela Universidade John Hopkins, com sede nos Estados Unidos, até esta sexta-feira, 18 de Setembro, mais de 946.673 óbitos foram oficialmente contabilizados, e mais de 30 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, indicadores considerados atrasados, dado que o período de incubação do vírus é de duas semanas e a pandemia não dá sinais de desaceleração.

Em termos de mortalidade, os Estados Unidos lideram com 197.589 mortes e 6.676.410 casos de infecções, segue-se o Brasil, com 134.935 mortes e 4.455.386 pessoas contaminadas e a Índia, com 83.198 vítimas e 5.214.677 casos, sendo que estes três países reúnem metade dos contaminados pela Covid-19 em todo o mundo.

Enquanto isso, continua a corrida internacional pelo desenvolvimento e comercialização de uma vacina contra o SARS-Cov-2, que já atingiu mais 188 países e territórios do mundo.

OMS recomenda 14 dias de isolamento para os infectados na Europa, face ao aumento alarmante da transmissão do vírus

Na Europa, onde alguns países se confrontam já com uma segunda vaga da pandemia a OMS  - Organização Mundial da Saúde -  considerou esta quinta-feira, 17 de Setembro, o avanço da pandemia "alarmante" em países, como o Reino Unido, o país europeu com o maior número de óbitos, 41.700 e onde o número de pessoas hospitalizadas dobra todos os dias, e a Espanha, o país da União Europeia mais atingido em relação ao número de habitantes, onde um novo confinamento não está descartado com restrições drásticas.

Novas restrições entram em vigor nesta sexta-feira, 18 de Setembro, no nordeste da Inglaterra, onde vivem dois milhões de pessoas, os familiares que vivem em lares diferentes, não poderão ir às casas uns dos outros, por exemplo.

Em Espanha, que só nesta semana contabilizou oficialmente 30.000 óbitos e 600.000 casos confirmados, a maior preocupação é a região de Madrid, que concentra um terço do novos casos e mortes contabilizados no país, a partir da próxima segunda-feira,21 de Setembro, os 850.000 habitantes da região só poderão sair de casa para ir trabalhar, ao médico ou levar os filhos à escola e o número de pessoas que se podem reunir é reduzido de 10 para 6.

No sul de Madrid e arredores, os casos explodiram, com mil contaminações em cada 100 mil habitantes – a epidemia é considerada sob controle quando essa proporção é de 50 para 100 mil. 

Em França, o ministro da Saúde, Olivier Véran, também anunciou novas restrições, como o encerramento de bares ou a proibição de reuniões públicas em Marselha, Lyon e Nice.

Pandemia da Fome

A par disso o PAM - Programa Alimentar Mundial - alerta para o facto de que 138 milhões de pessoas estão directamente afectadas pela fome em três dezenas de países, fome que atingiu em 2020 o maior número de pessoas de sempre, devido à combinação de factores como conflitos armados, alterações climáticas e pandemia da Covid-19.

David Basley, chefe do PAM alertou para que neste momento "30 milhões de pessoas dependem da ajuda do PAM e não poderão sobreviver sem ela" e para tal o PAM necessita de 4,9 mil milhões de dólares e apelou à contribuição dos mais de dois mil multimilionários no mundo, que continuaram a enriquecer em plena pandemia.

Basley referiu as situações na RDC, onde a violência tem aumentado e 15,5 milhões de pessoas estão seriamente afectadas pela falta de alimentos, o Iémen enfrenta a maior catástrofe humanitária de sempre, mas também a Nigéria e o Sudão do Sul, onde milhões de pessoas "não têm segurança alimentar" devido à pandemia da Covid-19.

O responsável do PAM alertou ainda para o facto de muitos milhares de pessoas venham a morrer dos efeitos sociais e económicos da pandemia, do que propriamente do novo coronavírus, especialmente em África.

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