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EUA /Eleições

Debate de Trump e Biden marcado por troca de insultos

O primeiro frente-a-frente entre Donald Trump e Joe Biden, a 35 dias das eleições, é já considerado como um dos piores da história dos Estados Unidos.
O primeiro frente-a-frente entre Donald Trump e Joe Biden, a 35 dias das eleições, é já considerado como um dos piores da história dos Estados Unidos. REUTERS/Brian Snyder
Texto por: RFI
5 min

O primeiro frente-a-frente entre Donald Trump e Joe Biden, a 35 dias das eleições, é já considerado como um dos piores da história dos Estados Unidos. O debate entre dois candidatos à Casa Branca ficou marcado pela troca de insultos, ataques pessoais e constantes interrupções.

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O Presidente republicano Donald Trump e o seu rival democrata Joe Biden defrontaram-se, ontem, em Cleveland, no Ohio, no primeiro de três debates programados com vista à eleição presidencial nos EUA, a 3 de Novembro.

Nomeação para Supremo Tribunal

Questionado pelo moderador do debate Chris Wallace, jornalista da Fox News, sobre a coerência de nomear para o Supremo Tribunal a juíza Amy Coney Barret antes do escrutínio, Donald Trump respondeu: “Nós ganhamos a eleição de 2016. As eleições têm consequências. Nós temos o Senado e temos a Casa Branca e nós temos uma candidata fenomenal que é respeitada por todos. Nós ganhamos a eleição, logo temos o direito de a escolher", argumentou Donald Trump.

Sobre a nomeação para o Supremo Tribunal, o candidato democrata respondeu que se devia aguardar pelos resultados da eleição presidencial.

“Nós devíamos esperar para ver o resultado desta eleição”, disse.

“O povo americano tem uma palavra a dizer (…) eu não sou eleito apenas por três anos e meio”, reagiu Donald Trump.

Sistema Nacional de Saúde

Depois de Donald Trump ter declarado que Joe Biden tinha adoptado as propostas em matéria de saúde dos “socialistas” do seu rival democrata Bernie Sanders, o antigo vice-presidente de Barack Obama respondeu que “Todo o mundo sabe que (Trump) é um mentiroso".

“Escolheu a pessoas, a noite errada e o momento errado”, acrescentou Joe Biden em reacção aos ataques do Presidente cessante.

Em seguida, o candidato democrata acusou Donald Trump de não ter “nenhum projecto” para o sistema nacional de saúde. “Este homem não tem a mínima ideia do que estamos a falar”, sublinhou.

Coronavírus

Numa altura em que pandemia de coronavírus já provocou mais de 200 mil mortos nos Estados Unidos, o candidato presidencial democrata aconselhou Donald Trump a abandonar os campos de golfe e regressar à Sala Oval para fazer o seu trabalho de chefe de Estado.

"40 mil pessoas são infectadas por dia com a Covid-19. O presidente não tem um plano. Ele sabia desde Fevereiro em que medida a crise era séria e que a doença é mortífera. Há gravações onde reconhece que sabia e disse que não avisou a população porque não queria gerar o pânico entre os norte-americanos."

Donald Trump respondeu ao lado e voltou a acusar a China de ser responsável pela crise sanitária nos EUA.

“Se lhe tivéssemos dados ouvidos a si, teríamos deixado o país completamente aberto e milhões teriam morrido, não 200.000... Uma pessoa já é demasiado. É a culpa da China e nunca deveria ter acontecido."

Agitação Urbana

Sobre as manifestações que têm sacudido várias cidades do país nos últimos meses, Donald Trump acusou acusou o rival democrata de ser uma marioneta da "esquerda radical" e de "não ter nada de inteligente".

"A população deste país quer que a ordem seja restabelecida neste país e o Senhor tem medo até de o dizer”.

Joe Biden apontou o dedo ao Presidente republicano, acusando de nada ter feito para apaziguar estas manifestações. “Ele simplesmente crescentou mais axas para a fogueira", disse.

Supremacia Branca

Quando Chris Wallace perguntou a Donald Trump se estava disposto a condenar as acções dos grupos de supremacia branca em algumas cidades norte-americanas, como Portland (Oregan) e Kenosha (Wisconsin), o presidente cessante respondeu: “Quase tudo que vejo vem da esquerda e não da direita (…) estou pronto para tudo. Quero ver a paz”.

“Então faça-o”, instou Wallace. “Faça-o”. “Diga-o”, reiterou Joe Biden, evocando o grupo extremista de direita, Proud Boys.

"Proud Boys, recuem e mantenham-se a postos", defendeu Donald Trump.

Integridade do Ecrutínio

Joe Biden pediu aos eleitores para votarem por correspondência, sublinhando que Donald Trump também enviou o seu boletim para a Flórida.

Dirigindo-se directamente aos telespectadores, o candidato democrata declarou que o seu rival “não vos pode impedir de serem capazes de determinar o fim desta eleição (…) Se eu ganhar, os resultados serão aceites, se perder, os resultados serão aceites”.

"Se nós obtivermos os votos necessários, ele vai embora. Ele não pode ficar no poder”, explicou Joe Biden que fazia alusão às declarações de Trump que disse que não ia aceitar os resultados eleitorais.

"Não me fale de transição livre", respondeu o presidente cessante. "Haverá uma fraude diferente de tudo que vimos antes. Não vai acabar bem."

Questionado se iria pedir aos seus apoiantes que mantivessem a calma e se prometia não declarar vitória, antes de os resultados serem certificados, Donald Trump disse: "Vou exortar os meus apoiantes a irem às assembleias de voto e a estarem muito atentos. Se eu vir dezenas de milhares de boletins a serem manipulados, não poderei aceitar isso”, continuou.

"A questão é que vou aceitá-lo e ele também", concluiu Joe Biden.

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