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França/terrorismo

Decapitação de professor por islamista desencadeia apelos à união em França

Habitantes de Conflans-Sainte-Honorine recolhem-se, sádado,  no lugar do assassínio onde foram depositadas flores, em homenagem ao professor Samuel Paty,decapitado por um islamista  na sexta-feira,16 de Outubro  de 2020.
Habitantes de Conflans-Sainte-Honorine recolhem-se, sádado, no lugar do assassínio onde foram depositadas flores, em homenagem ao professor Samuel Paty,decapitado por um islamista na sexta-feira,16 de Outubro de 2020. REUTERS - CHARLES PLATIAU
Texto por: RFI
4 min

Um dia depois da decapitação de  um professor, que tinha mostrado as caricaturas de Maomé aos seus alunos, os habitantes da cidade de Conflans-Sainte-Honorine,nos subúrbios oeste  de Paris, estão em  estado de choque e vários  apelos  a  combater o islamismo radical em França, foram lançados por figuras da classe política. Nove indivíduos estão sob custódia policial no âmbito do inquérito sobre o acto terrorista ocorrido na sexta-feira.          

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Segundo Laurent  Brosse,  presidente  da Câmara Municipal  de Conflans-Sainte-Honorine, a sua cidade é um lugar onde a delinquência é praticamente inexistente e  os seus habitantes  unidos  conseguirão   superar o  choque  provocado  pelo assassínio  do  professor  Samuel Paty, docente  no  colégio  Bois de l'Aulne.

 O  antigo  Primeiro-ministro  socialista, Bernard Cazeneuve,  apelou  estre  sábado a   combater  o  islalismo,  uma ideologia  que, segundo ele, corrói por dentro  o  islão de França. Cazeneuve considerou que o islamismo é a  perversão de uma religião por um  pequeno número de indivíduos.

Por  seu lado, o  líder  do partido " A França Insubmissa" (La France Insoumise)  Jean-Luc Mélenchon,  achou anormal  que um acto de semelhante  violência  se tenha registado sem que ninguém  tenha  detectado  antes  sinais  de radicalização do autor do crime. Mélenchon apelou a unidade do país  e  afirmou que o objectivo dos islamistas é dividir os franceses.

O autor do assassínio, morto posteriormente pela polícia por ter recusado render-se, é um jovem muçulmano russo de origem chechena, de 18 anos, nascido em Moscovo.  

No âmbito da investigação sobre o acto terrorista cometido em Conflans-Sainte-Honorine, nove pessoas  suspeitas  de cumplicidade estão sob custódia policial.

À  semelhança de outras  personalidades políticas  francesas,  o  insubmisso Jean-Luc Mélenchon lançou um apelo para que neste domingo tenham lugar às 15 horas(hora francesa), em todas as praças da República de França, manifestações para condenar o acto terrorista, de que foi vítima o professor de história e geografia, Samuel Party de 46 anos, assassinado por  ter mostrado  as caricaturas do profeta Maomé no decurso  de  uma aula.  

 

A presidência da República francesa  anunciou  que uma  homenagem nacional será prestada à Samuel Paty,dentro dos  próximos dias.   

Após decapitação de professor por islamista registam-se apelos à união em França 17 10 2020

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