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Nagorno-Karabakh

Nagorno-Karabakh: À terceira será de vez?

Vista de destruição provocada por bombardeamentos em Ganja, no Nagorno-Karabakh, no Azerbaijão no final da semana passada.
Vista de destruição provocada por bombardeamentos em Ganja, no Nagorno-Karabakh, no Azerbaijão no final da semana passada. AFP - -
Texto por: José Pedro Tavares
4 min

Depois de duas tentativas  - ambas falhadas - para conseguir um cessar-fogo entre forças Arménias e do Azerbaijão no conflito em Nagorno-Karabakh, e enquanto se continua a morrer nas trincheiras da guerra, multiplicam-se os esforços diplomáticos para resolver um conflito que já matou mais de 1000 pessoas desde o fim de Setembro – as últimas estimativas apontam para 800 soldados arménios, varias centenas de militares azeris, e cerca de 100 civis (65 azeris e 35 arménios).

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Os ministros dos negócios estrangeiros do Azerbaijão e da Arménia estão hoje em Moscovo para novas conversações com Sergei Lavrov, o homólogo russo, antes de partirem para Washington onde encontrarão na sexta-feira o Secretário de Estado americano Mike Pompeo. Por outro lado, o presidente da Arménia Armen Sarkissian está hoje também em Bruxelas para reuniões com líderes europeus e da NATO.

Enquanto isso, os combates prosseguem no enclave, formalmente parte do território do Azerbaijão, mas habitado e controlado por arménios. Os separatistas arménios ocupam também desde há 30 anos uma zona do Azerbaijão entre a Arménia e Nagorno-Karabakh, depois de uma violenta guerra logo após a independência dos dois estados, entre 1989 e 1994, que provocou 30,000 mortos e centenas de milhares de refugiados.

O Azerbaijão anunciou ontem a captura de mais algumas aldeias - as tropas de Baku já terão reconquistado cerca de 15% do enclave, e estão a tentar progredir no terreno antes do início do rigoroso inverno nessa zona montanhosa. O Azerbaijão – e o seu aliado Turquia, têm mantido que a única solução aceitável será a retiradas das forcas arménia dos territórios ocupados.

No meio disto tudo, uma martirizada população civil dos dois lados, que está a sofrer as agruras de uma guerra violenta no meio de uma pandemia  – no fim de semana passado 13 civis azeris, incluindo algumas crianças, morreram quando mísseis arménios atingiram uma zona residencial em Ganja, a segunda cidade do Azerbaijão, a cerca de 100km do enclave, enquanto Stepanakert, a principal cidade de Nagorno-Karabakh, tem sofrido constantes bombardeamentos azeris.

Várias organizações de direitos humanos têm alertado para a catástrofe humanitária que se vive na região: “os dois lados deverão lembrar-se que alvejar civis é uma violação da lei internacional humanitária, e um crime de guerra”, apelou a Human Rights Watch, enquanto a Amnistia Internacional revelou que têm sido utilizadas bombas de fragmentação, que são proibidas pela lei internacional.

 

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