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Bielorrússia

Prémio Sakharov entregue à oposição bielorrussa

Oposição bielorrussa recebe prémio Sakharov
Oposição bielorrussa recebe prémio Sakharov REUTERS - VASILY FEDOSENKO
Texto por: Neidy Ribeiro
4 min

A oposição democrática bielorrussa recebeu esta quinta-feira o prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2020. Isabel Santos, eurodeputada socialista e coordenadora dos Socialistas e Democratas na Comissão dos Direiros Humanos do Parlamento Europeu, explicou à RFI que este prémio demonstra que a União Europeia está ao lado da oposição bielorrussa.

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A oposição democrática ao Presidente Alexander Lukashenko na Bielorrússia, liderada por Svetlana Tikhanovskaïa, recebeu, esta quinta-feira, 22 de Outubro, o Prémio Sakharov atribuído todos os anos pelo Parlamento Europeu. 

“Eles têm uma coisa a seu favor, que a força bruta nunca pode superar: A verdade. Não desistam dessa luta. Estamos ao seu lado”, escreveu nas redes sociais o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli. 

A candidatura teve o apoio dos principais grupos políticos parlamentares, em particular do Partido Popular Europeu (PPE), Renovar a Europa (RE) e a Aliança dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu (S&D). 

Isabel Santos, eurodeputada socialista e coordenadora dos Socialistas e Democratas na Comissão dos Direitos Humanos do Parlamento Europeu, explicou à RFI que este prémio demonstra que a União Europeia está ao lado da oposição bielorrussa. 

"Este prémio é uma forma de mostrar que a União Europeia (...) está ao lado dos oposicionistas bielorrussos nesta luta pela liberdade e pela democracia no seu país"

A coordenadora dos Socialistas e Democratas na Comissão dos Direitos Humanos do Parlamento Europeu acredita que este prémio pode vir a fazer pressão no regime de Alexander Lukashenko. 

"Estes regimes iliberais são também eles sensíveis às críticas e há aqui uma forte crítica de um bloco muito interessante, que é o bloco da União Europeia, face ao regime de Lukashenko. Um regime extorsionário que tem atacado o seu povo de uma forma absolutamente criticável e inaceitável. Manifestantes pacíficos, que a única que pedem são eleições livres e justas, o mais rápido possível, e a recondução do seu país a um regime democrático. Estão neste momento a ser torturados [manifestantes] nas prisões bielorrussas, estão a ser detidos arbitrariamente, agredidos e a ser alvo das maiores sevícias", sublinhou.  

A União Europeia adoptou, recentemente, sanções contra figuras do regime bielorrusso e contra o próprio Presidente Alexander Lukanhenko. Isabel Santos considera que a pressão já se começa a fazer sentir. "Esperamos que rapidamente o Sr. Lukashenko consiga perceber que esta sua resistência não vai conduzir a nada e que não consegue vencer a vontade do seu próprio povo".  

A líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaya, disse esta semana que "quem recebe 80% do apoio" não precisa de "usar armas letais e força bruta", referindo-se ao Presidente da Bielorrússia que autorizou a polícia a usar armas letais contra os manifestantes.  

A eurodeputada socialista admite que há um risco da violência poder vir a aumentar "porque o regime do Sr. Lukashenko usa sempre a força musculada para combater os seus opositores"

A Rússia, grande aliada de Alexander Lukashenko, já veio dizer que enviaria tropas para a Bielorrússia se a situação perdesse o controlo. Isabel Santos refere que a Rússia tem um interesse estratégico de manter a Bielorrússia como uma região" que de alguma forma está debaixo do seu protectorado e é também contra isto contra isto que as pessoas estão a sair à rua".  

"A Bielorrússia é um país independente e quer afirmar-se como um país independente e apelamos para que a Rússia saiba respeitar integralmente essa independência política e territorial", concluiu Isabel Santos. 

A Bielorrússia está a ser palco de uma vaga de protestos contra a reeleição do Presidente Alexander Lukashenko, que muitos, incluindo a União Europeia, consideram fraudulenta.

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