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Nigéria/sociedade

Polícias e militares patrulham ruas de Lagos após tumultos nos últimos dias

O  Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari  afirmou que não serão tolerados  os que puserem em risco a segurança do Estado.
O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari afirmou que não serão tolerados os que puserem em risco a segurança do Estado. Nigeria Presidency/Handout via REUTERS
Texto por: RFI
4 min

Depois das  violentas manifestações dos últimos dias, as forças de segurança nigerianas retomaram, na sexta-feira, gradualmente, o controlo das ruas de Lagos, capital económica da Nigéria. Segundo as agências noticiosas, alguns tiros  esporádicos foram ouvidos ainda durante o dia. 

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Segundo  a polícia  de Lagos,  agentes da corporação patrulham as ruas para garantir a  segurança dos habitantes. Estes últimos  foram  encorajados  a permanecer nas  suas  casas.

O  apelo  das autoridades policiais  do Estado de Lagos foi efectuado, após a intervenção  do Presidente  Muhammadu Buhari, na  qual ele  afirmou  que    "todos  os  que  puserem  em risco a paz  e a segurança   do Estado não serão tolerados".

Numerosos camiões da  polícia , com agentes armados com Kalachnikov, controlavam  as  poucas viaturas que circulavam, assim como foram dispersadas algmas pessoas, que regressavam às suas casas, após  dois dias  de  recolher obrigatório total.

Entretanto nos bairros populares da megalópole nigeriana, a tensão  regista  um desanuviamento, depois da  repressão levada a cabo, na terça-feira, pelos militares  contra  milhares de manifestantes, que segundo a ONG Amnistia Internacional,  resultou  pelo menos na morte de 12 pessoas.

As organizações que tinham coordenado as  manifestações de protesto contra a violência policial  e a  miséria social,  apelaram igualmente à calma.

"Nós devemos preservar as nossas vidas para  realizarmos o nosso sonho de um melhor futuro", sublinharam os  coordenadores  dos protestos",  que segundo ainda  a Amnistia Internacional, causaram a morte   de 56  pessoas em todo o país.

A vedeta da Naija música  nigeriana, Davido, disse que  a mobilização não terminou e  apelou  os habitantes " a  prepararem os seus cartões  de eleitores",  dando a  entender  que o combate  vai prosseguir de agora em diante nas urnas de voto  e  não nas ruas.

Vaga de contestação na Nigéria

           

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