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Argélia/política

Cepticismo e pouca crença em mudança marca referendo constitucional na Argélia

O  Presiente  da  Argélia, Abdelmadjid Tebboune, tem esperanças  de que o referendo porá um termo as reivindicações  do Hirak.
O Presiente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune, tem esperanças de que o referendo porá um termo as reivindicações do Hirak. Toufik Doudou/AP Photo
Texto por: RFI
5 min

Os  argelinos foram às  urnas para um referendo sobre a reforma da Constituição, numa tentativa de virar a página do movimento de protesto popular Hirak.  Perante uma população aparentemente indiferente, ninguém duvida da vitória do 'Sim', após uma campanha na qual os partidários do 'Não' foram impedidos de organizar comícios.

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Com o referendo constitucional de Domingo, as  autoridades argelinas esperam neutralizar o Hirak , movimento para a mudança política  e institucional  muito  activo durante  o ano de 2019.

Os  sectores  mais cépticos  da sociedade argelina duvidam sobre a  implementação de  verdadeiras  mudanças  no futuro  e consideram que o referendo  deste Domingo  tem lugar um pouco  tarde.

Segundo observadores,  a  vitória  do  "sim"  a  favor  de  uma "nova Argélia"  está praticamente assegurada, mas  as  reformas  propostas  dão  uma margem muita limitada  de manobra,  para a mudança  desejada  pelos  partidários do Hirak.

Saliente-se  que os  opositores  ao referendo ;não foram autorizaddos a  organizar comícios.

De acordo com Massena Cherbi, especialista em  questões constitucionais e professor na Universidade de Ciências Políticas de Paris, a  reforma não afectará o regime ultra-presidencial  argelino.

O presidente  Abdelmadjid Tebboune, actualmente  hospitalizado  na Alemanha,  está esperançoso  que o triunfo do  referendo porá um  termo ao movimento  pela mudança.  

Sucessor de Abdelaziz Bouteflika  e visto pela  oposição como uma figura da  velha escola política argelina , Tebboune  foi eleito em  Dezembro de 2019, num escrutínio marcado por uma forte  abstenção.

Segundo  os analistas, o  mais importante será a  taxa de participação no referendo, que Abdelmajid Tebboune, vê como uma maneira de confirmar  a sua legitimidade presidencial. Tebboune  afirmou sábado, que os argelinos têm, neste Domingo,  um encontro com a  história.

Zaid al-Ali, conselheiro  sênior em matéria de  processo constitucional do  Instituto  Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA)  considerou  que  é  difícil argumentar, que as  reivindicações  do HIRAK ,  visando  um debate  mais inclusivo sobre a  Constituição da Argélia,  foram respeitadas.

Segundo Ali, embora as  emendas  proponham  garantias em matéria  de  direitos  sociais e  económicos, as  promessas são  vazias.

Elementos do Hirak,  afirmaram  que o referendo propõe  uma mudança de  fachada.

Com uma população de 44 milhões  de habitantes  e  detentora  de vastas jazidas  de  petróleo, a  Argélia tem sido severamente afectada pela baixa  dramática  do  preço  do petróleo bruto, assim como pela  pandemia de coronavírus.

  A juventude argelina é  a principal vítima  da situação, caraceterizada por  uma alta  taxa de desemprego. 

Argelinos votam em referendo para emendar constituição Nov.01,2020

      

 

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