Fórum para a Paz

Covid-19, clima e terrorismo em debate no Fórum da Paz

No Palácio do Eliseu : Macky Sall (Presidente do Senegal), Pascal Lamy (Presidente do Conselho executivo do Fórum de Paris), Kristilina Georgieva (directora geral do FMI), Emmanuel Macron (Presidente francês), Charles Michel (Presidente do Conselho Europeu).
No Palácio do Eliseu : Macky Sall (Presidente do Senegal), Pascal Lamy (Presidente do Conselho executivo do Fórum de Paris), Kristilina Georgieva (directora geral do FMI), Emmanuel Macron (Presidente francês), Charles Michel (Presidente do Conselho Europeu). RFI/Pierre René-Worms

A 3ª edição de Fórum da Paz debateu questões como a Covid-19, as alterações climáticas e o terrorismo. Chefes de Estado e de governo, empresários de multinacionais e sociedade civil participaram durante três dias em colóquios on-line.

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O Presidente senegalês Macky Sall evocou questões relacionadas com terrorismo, Louise Mushikiwabo, secretária geral da Organização Internacional da Francofonia (OIT), falou de cooperação internacional para superar a pandemia da Covid-19. O antigo secretário de Estado norte-americano John Kerry lembrou a importância das alterações climáticas.

Há cinco anos, no dia 13 de Novembro de 2015, a capital francesa foi alvo de ataques terroristas. Tiroteios em esplanadas e na sala de concertos do Bataclan foram acompanhados de bombas que explodiram na entrada do Estádio de França. Contabilizam-se 137 mortos, mais de 400 feridos e um trauma nacional.

Cinco anos depois, a França elevou o país a risco máximo de ataques jihadistas. O mais recente aconteceu no mês passado na Basílica de Nice.

A questão do terrorismo foi levantada esta quinta-feira em conferências no Fórum pela Paz. “Devemos lutar juntos contra esses extremistas”, destacou o Presidente senegalês Macky Sall, lembrando ainda que “devemos aceitar as diferenças e caminhar juntos para o que queremos construir juntos".

Líderes mundiais defendem acesso universal à vacina contra covid-19

Cerca de 50 chefes de Estado trabalham para encontrar uma resposta multilateral à pandemia da Covid-19.

Vários líderes mundiais, incluindo o Presidente francês Emmanuel Macron, o chefe de governo espanhol Pedro Sánchez e o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau, defenderam o acesso universal à futura vacina e a tratamentos contra a Covid-19.

"Não venceremos o vírus abandonando uma parte da humanidade", afirmou disse Emmanuel Macron no Fórum da Paz de Paris, que decorreu no Palácio do Eliseu até esta sexta-feira, 13 de Novembro.

O Presidente francês lembrou o lançamento do "ACT Accelerator" com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o G20 e organizações não governamentais como a Fundação Bill e Melinda Gates, iniciativa cujo objectivo é garantir o acesso equitativo a eventuais vacinas para todos os países.

"Mas como podemos ter certeza de que todos estão comprometidos e que não haverá comportamentos paralelos... que serão produzidas vacinas suficientes para os países mais pobres, que mais precisam?", questionou Emmanuel Macron.

O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, destacou a importância de uma forte "cooperação" para superar esta crise, enquanto o Presidente senegalês, Macky Sall, falou de uma "solidariedade necessária entre os Estados" para enfrentar "uma pandemia global".

John Kerry alerta para questões ambientais

"Nos próximos anos, a América não terá nada a ver com o mandato de Donald Trump", prometeu o antigo responsável pela diplomacia norte-americana. John Kerry assinou em 2015 o Acordo de Paris em nome de Barack Obama. 

Com a chegada de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos abre-se, segundo Kerry, um novo capítulo diplomático. John Kerry participou à terceira edição do Fórum pela Paz, lembrando a importância das alterações climáticas. 

“Posso garantir que não será uma América que age com a arrogância dos últimos quatro anos, que abre guerras comerciais, que se retira do acordo nuclear com o Irão, do acordo de Paris, do acordo de parceria transpacífico, e assim por diante ... Sem razão, sem coerência e sem fundamento", criticou John Kerry.

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