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Segurança Global

Franceses saem às ruas para defender "liberdade de expressão"

Vários órgãos de comunicação juntam-se este sábado aos protestos contra a lei de Segurança Global
Vários órgãos de comunicação juntam-se este sábado aos protestos contra a lei de Segurança Global REUTERS - CHRISTIAN HARTMANN
Texto por: Lígia ANJOS
3 min

Milhares de pessoas saíram para as ruas este sábado, 28 de Novembro, para denunciar o contestado artigo 24 da lei de "Segurança Global".

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O diploma, aprovado pelo parlamento, prevê sanções até um ano de prisão e 45.000 euros de multa a quem filme e divulgue imagens de agentes de autoridade com a intenção de prejudicar a sua integridade física ou mental.

Em Paris, Bordéus, Lyon, Estrasburgo, Marselha, Grenoble, Clermont-Ferrand, ou ainda Caen, os manifestantes denunciaram um "atentado à liberdade de expressão e Estado de direito".

As manifestações decorrem num dia em que a França entra numa nova fase do confinamento. Os comércios não essenciais voltaram a abrir e os franceses podem voltar à rua, ainda que com restrições; num limite de três horas e num perímetro até 20 quilómetros do domicílio. 

Em Paris, a polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão. Não há registo de feridos. O ministério do Interior francês contabilizou 46.000 manifestantes na capital francesa.

Esta controvérsia surge numa altura em que correm mundo as imagens de violência policial extrema sobre o produtor de música francês Michel Zecler. O professor de História, Victor pereira, considera que a criação de uma comissão é uma tentativa política para fazer acreditar que o governo está atento aos protestos, porém refere que quem discute as leis são os deputados.

Um colectivo de jornalistas denunciou num texto publicado este sábado a vontade da polícia e de outras instituições se atribuírem um "direito de censura", em detrimento da liberdade de informar. Jornalistas de vários meios de comunicação participaram às manifestações em Paris.

Imprensa francesa e estrangeira denunciam "uma deriva de segurança" e "violação de direitos". Entre as vozes criticas, defensores de direitos  humanos, nomeadamente próximo das Nações Unidas... Um debate que se instalou no Parlamento europeu.

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