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União Europeia

Covid-19: UE compra mais 300 milhões de doses à Pfizer-BioNTech

A presidente da Comissão anunciou que a União Europeia chegou a acordo com a Pfizer-BioNtech para a aquisição de 300 milhões de doses suplementares da vacina contra a Covid-19,
A presidente da Comissão anunciou que a União Europeia chegou a acordo com a Pfizer-BioNtech para a aquisição de 300 milhões de doses suplementares da vacina contra a Covid-19, © AFP - FRANCISCO SECO
Texto por: RFI
3 min

A União Europeia concluiu um acordo para a aquisição de 300 milhões de doses suplementares da vacina Pfizer-BioNTech contra a Covid-19, anunciou esta sexta-feira a presidente da Comissão Ursula von der Leyen, durante uma conferência de imprensa.

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A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, que a União Europeia chegou a acordo com a Pfizer-BioNtech para a aquisição de 300 milhões de doses suplementares da vacina contra a Covid-19, duplicando a quantidade que já tinha sido encomendado.

Bruxelas prevê uma encomenda de 200 milhões de doses adicionais da vacina desenvolvida pela Pfizer- BioNTech, com opção de mais 100 milhões, permitindo à União Europeia adquirir até 600 milhões de doses dessa vacina autorizadas desde 21 de Dezembro.

Vacinar 80% da população europeia

Ursula von der Leyen referiu que Bruxelas garantiu, com esta encomenda e com as 160 milhões de doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica Moderna, “um número de doses que permite vacinar 380 milhões de europeus, mas de 80% da população europeia”.

Tanto a vacina da Moderna como a da Pfizer-BioNtech usam uma nova tecnologia, a do ARN-mensageiro (ARNm) e foram as primeiras a chegar aos mercados com base numa versão sintética desta molécula.

O que fao o ARN-mensageiro?

O ARNm copia as instruções do código ADN no interior do núcleo das células, para outras estruturas celulares, os ribossomas, onde são produzidas proteínas. Neste caso, é produzida a proteína Skipe, que o novo coronavírus tem à superfície e que lhe dá o característico aspecto de uma bola de espinhos. A vacina treina o sistema imunitário para reconhecer o vírus, em caso de infecção, sem ser necessário injectar no organismo nenhuma parte do vírus.

Os testes clínicos revelam que ambas as vacinas, tomadas em duas doses – com 21 dias de intervalo no caso da Pfizer-BioNtech e 28 dias no da Moderna – têm níveis de eficácia bastante semelhantes e muito elevados, cerca de 95%.

Ambas são recomendadas apenas para indivíduos acima dos 18 ou 16 anos no máximo, porque não foram testadas em grupos populacionais mais jovens. Mas tanto a BioNtech como a Moderna estão a preparar ensaios clínicos, para verificar a segurança e eficácia das vacinas em crianças a partir dos 12 anos, resta a incógnita da sua eficácia sobre as mutações do novo coronovírus. 

Outras vacinas a caminho

Ursula Von der Leyen garantiu que “outras vacinas se seguirão nas próximas semanas e meses”. A Comissão Europeia já fez saber que tem em vista outras vacinas, que incluem as desenvolvidas pela AstraZeneca, Sanofi-GSK, Johnson & Johnson e CureVac.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.889.647 mortos resultantes de mais de 88,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

 

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