Portugal

Portugueses vão votar em presidenciais durante novo confinamento

Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República Portuguesa.
Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República Portuguesa. © PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Os portugueses são chamados a eleger, no dia 24 de Janeiro, o próximo Presidente da República, em pleno confinamento nacional. Portugal deve voltar a decretar um novo confinamento em todo o país a partir de quinta-feira, 14 de Janeiro, condicionando a campanha eleitoral que arrancou este domingo.

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Estas presidenciais são as primeiras eleições a acontecer durante a pandemia em Portugal, com campanhas adaptadas à pandemia de Covid-19, o que poderá "influenciar comportamentos eleitorais, e fazer subir a abstenção" - apontam alguns analistas.

A Direcção-Geral da Saúde emitiu um conjunto de recomendações às autarquias para diminuir as hipóteses de contágio. O uso de máscara será obrigatório e os membros da mesa deverão usar luvas (mas não é certo que sejam testados).

Na corrida a Belém estão sete candidatos

Ana Gomes, 66 anos, é jurista e antiga diplomata, destacou-se como chefe da missão diplomática portuguesa na Indonésia durante o processo de independência de Timor-Leste. Militante de base do PS, partido pelo qual foi eurodeputada entre 2004 e 2019.

O PS decidiu que a orientação para as eleições presidenciais será a liberdade de voto, sem indicação de candidato preferencial, com Ana Gomes a recolher apoios de figuras socialistas, é uma candidatura independente e conta com o apoio dos partidos PAN e Livre.

André Ventura, 37 anos, é professor universitário, presidente do partido de extrema-direita Chega e deputado desde 2019, ano em que o partido se candidatou pela primeira vez a eleições legislativas e elegeu um parlamentar.

Foi militante do PSD e candidato por este partido à Câmara Municipal de Loures, em 2017, quando afirmações polémicas sobre a comunidade cigana provocaram a ruptura da coligação com o CDS-PP no município.

João Ferreira, 42 anos, biólogo, eurodeputado e vereador na Câmara Municipal de Lisboa. Integra o Comité Central do PCP, foi candidato pelo partido em duas das mais recentes eleições do país: cabeça de lista a Lisboa nas autárquicas de 2017  e número um nas europeias de 2019. Tem apoio do Partido Ecologista "Os Verdes".

Marcelo Rebelo de Sousa, 72 anos, professor catedrático de direito jubilado, foi comentador político na rádio e na televisão e é o actual chefe do Estado. Entre 1996 e 1999, Marcelo Rebelo de Sousa foi presidente do PSD.

Foi deputado à Assembleia Constituinte em 1975, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros do VIII Governo Constitucional e ministro dos Assuntos Parlamentares (entre 1981 e 1982) e presidiu às assembleias municipais de Cascais e Celorico de Basto.

Marisa Matias, 44 anos, socióloga e eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda desde 2009, partido de que é dirigente, integrando a Mesa Nacional e a Comissão Política.

Em 2016 foi candidata às presidenciais, tendo ficado em terceiro lugar, com 10,12% dos votos, o melhor resultado de sempre de um candidato presidencial do Bloco de Esquerda.

Tiago Mayan, 43 anos, advogado e um dos fundadores do partido Iniciativa Liberal, presidindo ao Conselho de Jurisdição. 

Foi militante do PSD e esteve envolvido nas campanhas e movimento "Porto, o Nosso Partido", que elegeram Rui Moreira para a Câmara da cidade

Vitorino Silva (conhecido como Tino de Rans), 49 anos, foi calceteiro e presidente da Junta de Freguesia de Rans (a sua terra natal, no concelho de Penafiel) entre 1994 e 2002, eleito nas listas do PS.

Há cinco anos foi candidato a Presidente da República, tendo conseguido 3,28% dos votos, e em 2019 fundou o partido RIR (Reagir, Incluir, Reciclar).

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