Iémen

Iémen: Hutis declarados organização terrorista pelos Estados Unidos

Militante huti, em Amran, noroeste do Iémen, após bombardeamentos da coligação liderada pela Arábia Saudita, em Agosto de 2015.
Militante huti, em Amran, noroeste do Iémen, após bombardeamentos da coligação liderada pela Arábia Saudita, em Agosto de 2015. REUTERS/Khaled Abdullah

A Arábia Saudita e o governo do Iémen congratularam-se já com o anúncio norte-americano de classificar os rebeldes hutis como uma organização terrorista. Estes admitem retaliar contra a política americana.

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A Arábia Saudita aplaudiu a decisão americana, enfatizando o facto de as milícias hutis terem o apoio do Irão.

Também a diplomacia do Iémen se congratulou com a medida em comunicado alegando que os hutis mereciam ser classificados como, "uma organização terrorista estrangeira, não só devido aos respectivos actos terroristas, mas também pelos esforços permanentes para prolongar o conflito".

Obviamente que os interessados reagiram com indignação ao anúncio afirmando na rede twitter por intermédio de Mohamed Ali al Houthi que  "Os americanos estão na origem do terrorismo. A política e as acções da administração Trump também são terrorismo. É de condenar a respectiva política pelo que temos o direito de retaliar".

O governo americano de Trump tinha anunciado, com efeito, neste domingo, a apenas dez dias do fim do seu mandato, que integraria na lista negra de grupos terroristas o movimento huti.

Mike Pompeo, chefe da diplomacia dos Estados Unidos, prometeu notificar o Congresso desta decisão visando reforçar, citamos "a dissuasão contra as actividades nefastas do regime iraniano".

Três chefes dos hutis constam também desta lista, incluindo o respectivo chefe, Abdel Malek al Houthi.

 

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