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OMS/China

Missão da OMS sem luz verde de Pequim

Tedros Adhanom Ghebreyesus, secretário-geral da Organização Mundial de Saúde-OMS.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, secretário-geral da Organização Mundial de Saúde-OMS. . World Health Organization/AFP/Archivos
Texto por: RFI
2 min

Uma equipa de investigadores da Organização Mundial da Saúde é esperada esta semana na China, onde foi anunciada há um ano a pandemia de Covid-19. No entanto, Pequim tarda em dar luz verde aos especialistas, uma demora que não agrada à OMS.

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Numa rara crítica a Pequim, o secretário-geral da OMS mostrou-se “desapontado” com a demora das autoridades chinesas, lembrando que duas pessoas já partiram e que os outros membros da equipa ficaram retidos no último minuto. Tedros Ghebreyusis afirmou estar em contacto com as autoridades chinesas, mostrando a importância desta missão.

A visita dos 10 peritos da OMS é ultra-sensível para o regime chinês, disposto a evitar qualquer responsabilidade pela pandemia que já matou cerca de dois milhões de pessoas e mergulhou o mundo numa crise económica sem precedentes.

A equipa de peritos pretende preparar o caminho para uma “missão internacional liderada pela OMS para determinar como a doença passou dos animais para os seres humanos. Todavia ainda não é claro se a investigação vai acontecer em Wuhan, cidade chinesa onde terá surgido o vírus.

A OMS garante que se trata de um problema administrativo que deve ser resolvido rapidamente. Vários analistas defendem que Pequim pode estar a atrasar a chegada de especialistas por razões mais políticas do que científicas, fazendo arrancar a missão após a saída de Donald Trump da Casa Branca. 

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