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Estados Unidos

Twitter suspende 70 mil contas ligadas aos apoiantes de Trump e QAnon

Apoiantes de Donald Trump, entre os quais Jake Angeli (no centro, com o chapéu de pele com chifres), conhecido activista do grupo complotista de extrema-direita QAnon, no passado dia 6 de Janeiro no Capitólio em Washington.
Apoiantes de Donald Trump, entre os quais Jake Angeli (no centro, com o chapéu de pele com chifres), conhecido activista do grupo complotista de extrema-direita QAnon, no passado dia 6 de Janeiro no Capitólio em Washington. AP - Manuel Balce Ceneta
Texto por: Liliana Henriques
5 min

A rede Twitter anunciou ter “suspendido permanentemente” desde Sexta-feira 70 mil contas ligadas aos apoiantes do Presidente cessante do Estados Unidos, Donald Trump, e ao grupo complotista de extrema-direita QAnon, no intuito de impedi-los de usar os seus canais para fins violentos, como sucedeu na Quarta-feira passada com a invasão do Capitólio por activistas pro-Trump, em plena sessão de certificação da vitória do democrata Joe Biden nas presidenciais, gerando tumultos que custaram a vida de 5 pessoas.

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Já no final da semana passada, a plataforma tinha anunciado o bloqueio definitivo da conta do Presidente cessante, acusado de ter incentivado os seus apoiantes a invadir o Capitólio. Nas últimas semanas, as mensagens de Trump, utilizador assíduo da rede social, vinham crescentemente acompanhadas de avisos por parte do Twitter sobre a sua veracidade, nomeadamente quando colocava em questão a sua derrota nas presidenciais do passado mês de Novembro.

Com a supressão de 70 mil contas, a Twitter transpôs um novo patamar por considerar que “estavam a partilhar conteúdos perigosos associados ao Qanon em grande escala. Elas dedicavam-se basicamente à propagação de teorias da conspiração por toda a rede”, a plataforma referindo ainda ter suprimido um número elevado de contas porque muitos utentes tinham mais do que uma.

Boa parte das principais plataformas tomou medidas do mesmo género nos últimos dias em reacção à invasão violenta do Capitólio. Para além do Twitter, a rede Facebook também encerrou no final da semana passada o espaço de Donald Trump na sua plataforma.

Para justificar esta decisão, ambas as empresas referiram-se ao risco de violência durante a cerimónia de investidura de Joe Biden prevista para o dia 20 de Janeiro. “Planos para futuras manifestações armadas estão a proliferar no Twitter e noutros lugares, incluindo um segundo ataque ao Capitólio no próximo dia 17 de Janeiro de 2021”, indicou o Twitter na passada Sexta-feira.

Paralelamente, nesta segunda-feira, a rede social conservadora “Parler”, uma aplicação que vinha conhecendo um sucesso fulgurante junto das franjas mais à direita da sociedade americana, ficou ontem fora de serviço depois dos operadores Google e Apple terem cortado o acesso desta rede aos seus servidores. Uma decisão motivada, segundo estas empresas, pela proliferação nesta rede de mensagens de apoio à invasão do Capitólio e de incitação a novas violências.

Muito embora tenham havido nos últimos anos apelos de vários líderes mundiais para uma maior moderação dos conteúdos das redes sociais, a decisão de encerrar as contas de Donald Trump foi acolhida com algum cepticismo, nomeadamente pela chanceler alemã Angela Merkel ou ainda pelo ministro francês da economia Bruno Le Maire bastante críticos sobre a “omnipotência” das redes sociais em termos de liberdade de expressão.

 

 

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