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Estados Unidos

Estados Unidos: Lisa Montgomery executada no Indiana

Dans l'Indiana, dans la nuit du mardi au mercredi 13 janvier, des opposants à la peine capitale ont bravé le froid pour protester contre l'exécution de Lisa Montgmomery, programmée dans la nuit après l'échec de tous les recours tentés par ses avocats.
Dans l'Indiana, dans la nuit du mardi au mercredi 13 janvier, des opposants à la peine capitale ont bravé le froid pour protester contre l'exécution de Lisa Montgmomery, programmée dans la nuit après l'échec de tous les recours tentés par ses avocats. REUTERS - BRYAN WOOLSTON
Texto por: Marco Martins
4 min

Os Estados Unidos executaram uma mulher nesta quarta-feira 13 de Janeiro, há cerca de 70 anos que isso não acontecia. A última mulher foi Bonnie Brown Heady, executada em 1953 pelo sequestro e a morte de um menino de seis anos.

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Lisa Montgomery, de 52 anos, recebeu uma injecção letal na noite de terça para quarta-feira, isto após o Tribunal Supremo dos Estados Unidos ter dado luz verde para a execução. O Tribunal Supremo recusou os últimos recursos de Lisa Montgomery à meia-noite.

Esta cidadã norte-americana foi condenada à morte após ter assassinado em 2004 uma mulher grávida de oito meses para lhe roubar o bebé, que sobreviveu.

Um crime horrível 

Lisa Montgomery, na altura com 36 anos, a 16 de dezembro de 2004, foi até ao Kansas, onde vivia Bobbie Jo Stinnett, uma jovem de 23 anos.

Criadora de cães, com o marido Zeb, foi enganada por Lisa Montgomery que afirmou desejar comprar um cão. 

O Departamento da Justiça detalhou o que ocorreu quando a norte-americana executada chegou à casa de Bobbie Jo Stinnett: «Lisa Montgomery atacou e estrangulou Bobbie Jo Stinnett, que estava grávida de oito meses, até que a vítima perdeu a consciência. Com uma faca de cozinha, Lisa Montgomery cortou o abdómen de Bobbie Jo Stinnett, o que fez com que ela retomasse a consciência. Uma luta aconteceu então entre as duas mulheres, mas Lisa Montgomery levou a melhor, estrangulou Bobbie Jo Stinnett até a morte».

Lisa Montgomery levou o bebé para a casa onde morava com o seu marido na altura, Kevin. No entanto, depois da descoberta da morte de Bobbie Jo Stinnett, a polícia rapidamente encontrou a assassina, recuperando a rapariga que sobreviveu.

O julgamento acabou por ditar a pena de morte apesar de se ter falado muito da infância de Lisa Montgomery em que ela sofreu abusos sexuais de vários homens, vivia numa família pobre onde era mal-tratada e foi abandonada pelo pai. A mulher executada tinha desenvolvido problemas psicológicos, ela que teve quatro filhos com o primeiro marido antes de ser esterilizada.

Lisa Montgomery acabou por ser a 11ª pessoa executada sob o mandato de Donald Trump.

Lisa Montgomery, mulher norte-americana de 52 anos.
Lisa Montgomery, mulher norte-americana de 52 anos. © . Wyandotte County Sheriff's Department/AFP/Archivos

Execuções em catadupa

Após 17 anos de ‘pausa’ nas execuções, a administração Trump recomeçou durante o Verão, e em menos de 6 meses já houve mais de dez.

Um número que deverá continuar a crescer visto que esta semana, dois homens afro-americanos devem também ser executados: Corey Johnson na quinta-feira e Dustin Higgs na sexta-feira.

No entanto, estas duas execuções podem ainda ser adiadas visto que os dois prisioneiros foram infectados pela Covid-19 e os juízes estimam que a injecção letal pode causar sofrimentos ilegais.

No Texas, com a pandemia de Covid-19, todas as execuções foram suspensas visto que para uma execução é necessário guardas prisionais que podem ser infectados pela Covid-19.

O Senador democrata Dick Durbin acusa a administração Trump de «acelerar as execuções» de uma maneira «insensata» visto que muitos dos condenados estão no corredor da morte há «vários anos». 

Com a tomada de posse de Joe Biden a 20 de Janeiro, as execuções federais poderão ser proibidas através de uma lei desejada pelos democratas como afirmou Dick Durbin.

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