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Covid-19

OMS chega à China que volta a registar morte por Covid-19

Equipa da OMS à chegada a Wuhan, na China.
Equipa da OMS à chegada a Wuhan, na China. © AP - Ng Han Guan
Texto por: RFI
3 min

Pequim registou, esta quinta-feira, um novo óbito ligado ao coronavírus, na província de Hebei. De acordo com as autoridades chinesas, trata-se da primeira vítima mortal de Covid-19 em oito meses e coincide com a chegada da equipa da OMS ao país para investigar a origem da pandemia.

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A China registou a primeira morte de Covid-19 em 8 meses, anunciaram, esta quintq-feira, as autoridades sanitárias do país, que tenta impedir o ressurgimento da epidemia.

A Comissão Nacional de Saúde limitou-se apenas a informar que a morte ocorreu na província de Hebei, onde várias cidades foram confinadas, após registaram novos focos de contaminação.

Heilongjiang, província limítrofe com a Rússia, decretou esta quarta-feira um “estado de emergência” pandémico. Os cerca de 37,5 milhões de habitantes receberam ordens para não saírem da província, excepto em casos de urgência.

O aumento de casos da Covid-19 está a preocupar as autoridades com a chegada do Ano Novo Chinês, a 12 de Fevereiro, que costuma juntar centenas de milhões de trabalhadores que regressam a casa para estar em família.

Equipa da OMS chega ao país

É neste contexto que uma equipe da Organização Mundial da Saúde chegou  a Wuhan, cidade que reportou a primeira morte associada ao novo coronavírus a 11 de janeiro de 2020.

A equipa da OMS é composta por 10 cientistas de várias nacionalidades que têm como missão investigar a origem da pandemia. Os especialistas devem cumprir uma quarentena de duas semanas.

Esta visita é ultra-sensível para o regime chinês, disposto a evitar qualquer responsabilidade pela pandemia que já matou cerca de dois milhões de pessoas e mergulhou o mundo numa crise económica sem precedentes.

Prevista inicialmente para a semana passada, vários investigadores foram impedidos de viajar for falta de documentos. A decisão das autoridades chinesas foi comentada pelo secretário-geral da OMS, que numa rara crítica a pequim, lamentou que os investigadores tivessem sido impedidos de seguir viagem para a China.

Esta missão da OMS deve durar entre cinco e seis semanas e irá permitir que "todos os caminhos" sejam explorados, no entanto "não se irá identificar um culpado", disse à AFP um dos membros da equipa, Fabian Leendertz, do Instituto Robert Koch da Alemanha.

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