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Coreia do Sul

Supremo da Coreia do Sul confirma 20 anos de prisão para ex-presidente

A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, viu hoje a sua pena de 20 anos de prisão por corrupção e abuso de poder ser confirmada pelo Supremo Tribunal.
A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, viu hoje a sua pena de 20 anos de prisão por corrupção e abuso de poder ser confirmada pelo Supremo Tribunal. KIM HONG-JI POOL/AFP/Archivos
Texto por: Liliana Henriques
4 min

O Supremo Tribunal confirmou hoje a condenação a 20 anos de prisão pronunciada em 2017 contra a ex-presidente Park Geun-hye, destituída nesse mesmo ano depois de ser reconhecida culpada de corrupção e abuso de poder. A sua defesa pretende obter um perdão presidencial, mas esta eventualidade não parece para já estar na ordem do dia.

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Filha do antigo ditador Park Chung-hee, que governou o país entre 1961 e 1979, Park Geun-hye tornou-se em 2013 a primeira mulher a assumir a presidência da Coreia do Sul antes de ser destituída pelo parlamento em 2017 depois de ser acusada de abuso de poder e corrupção.

Considerada culpada de receber ou solicitar dezenas de milhões de dólares por parte de grandes grupos como Samsung ou Lotte designadamente para financiar fundações controladas pela sua amiga e conselheira, Choi Soon-sil, apelidada de "Rasputin sul-coreana", a ex-presidente foi igualmente acusada de ter partilhado documentos confidenciais, de ter colocado numa “lista negra” e até de ter demitido quem se opusesse a ela.

Para além dos 20 anos de pena de prisão que tem de cumprir em elo com aquilo que foi um dos grandes escândalos de corrupção no seu país, Park Geun-hye foi igualmente condenada em 2018 a mais 2 anos de detenção por violação da lei eleitoral.

A sua defesa não esconde ter esperança num perdão por parte do actual Presidente, Moon Jae-in. Contudo, fontes presidenciais consideraram que seria pouco apropriado comentar esta possibilidade e que, a acontecer, isto teria que reflectir a vontade do povo.

Park Geun-hye não é a primeira líder política a encontrar-se atras das grades neste país onde são numerosos os casos de corrupção envolvendo altos responsáveis. O seu antecessor, Lee Myung-bak, foi condenado no passado mês de Novembro a 17 anos de prisão depois do Supremo Tribunal ter confirmado a sua sentença por peculato e corrupção.

 

 

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