Covid-19

Covid-19: investigadores chineses dizem que 2021 pode ser pior do que 2020

Um técnico de saúde recolhendo uma amostra de saliva para detectar a presença do coronavírus, no passado dia 14 de Janeiro de 2021 em Harbin, na província de Heilongjiang, no nordeste da China.
Um técnico de saúde recolhendo uma amostra de saliva para detectar a presença do coronavírus, no passado dia 14 de Janeiro de 2021 em Harbin, na província de Heilongjiang, no nordeste da China. © AFP
Texto por: Liliana Henriques
4 min

Um novo relatório publicado por pesquisadores chineses considera que o impacto da pandemia de coronavírus poderia vir a ser pior em 2021 do que no ano passado. No pior dos cenários, o balanço global poderia chegar aos 5 milhões de óbitos até Março. Um pessimismo reforçado pela recente identificação de novas estirpes mais contagiosas do vírus.

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Até agora, de acordo com os dados recolhidos pela Universidade Johns Hopkins, contabilizaram-se quase 2 milhões de mortos e mais de 93 milhões de infectados em todo o mundo.

Segundo o mais recente relatório dos investigadores do Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças, do Exército Popular de Libertação e de diversos outros institutos militares e civis chineses publicado no passado dia 8 de Janeiro na revista médica 'Disease Surveillance', estima-se que até ao início de Março, poderemos ascender a 170 milhões de contaminações a nível mundial.

De acordo com os peritos chineses, os Estados Unidos permaneceriam na dianteira desta classificação com 32 milhões de casos, ou seja cerca de 20% do total mundial, sendo que a Índia, o Brasil e a Rússia estariam também entre os países mais atingidos, com respectivamente 15,5, 15 e 6 milhões de casos.

Mesmo no melhor dos cenários, com governos a aplicar medidas de contenção, populações a cumprir as regras de biossegurança e a implementação de programas de vacinação massiva, o estudo refere que pelo menos 300 mil pessoas vão morrer com covid-19até ao início do mês de Março e, no pior dos casos, 5 milhões a nível mundial.

A confirmar-se esta previsão, isto significa que a taxa de mortalidade não mais ascenderia aos actuais 2,1%, mas sim aos 3%, ou seja o nível atingido há um ano no Wuhan, na China quando os hospitais ficaram ultrapassados perante o surgimento do que era então uma doença totalmente desconhecida, o relatório estimando ainda que o surgimento de novas doenças infecciosas “pode vir a tornar-se a nova norma”.

 

 

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