Portugal

Eleições em pandemia obrigam a operação logística rigorosa

Voto antecipado
Voto antecipado © lusa
Texto por: Lígia ANJOS
5 min

O processo eleitoral para as presidenciais portuguesas enfrenta dificuldades: recrutar voluntários para as mesas de voto, organizar equipas para ir a casa de quem está confinado para votar, eleitores impedidos de votar. As eleições em ano de pandemia obrigam a uma operação logística mais rigorosa.

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Em Portugal, as novas medidas restritivas no âmbito do novo confinamento geral devido à pandemia da Covid-19 entraram em vigor esta quarta-feira, 20 de Janeiro.

O terceiro maior município português, Vila Nova de Gaia, viveu esta quarta-feira um momento inédito, o último dia de recolha dos votos porta-a-porta com eleitores infectados ou em isolamento profilático. Com mais de 300 mil habitantes, o Presidente da Câmara Municipal de Gaia luta contra a propagação da Covid-19.

"Estamos neste momento num contexto que se não é de guerra, porque felizmente não o é, está a deixar muita gente aflitiva por infecção, morte ou por angústia. O clima de medo e angústia é também penalizador. Contudo, hoje vivemos um dia histórico", descreve o autarca Eduardo Vitor Rodrigues.

Um dia histórico por ter terminado, esta quarta-feira, a recolha de 1600 votos antecipados de eleitores confinados. "Tivemos equipas que englobam cerca de 200 pessoas, à qual acrescem delegados das candidaturas que acompanham o processo", acrescenta.

Questionado quanto à fiabilidade e credibilidade deste novo processo eleitoral, o Presidente da Câmara Municipal de Gaia garante segurança e transparência, "todo o processo está a ser feito com toda a segurança, com toda a transparência sem nenhum tipo de problema. As pessoas têm o seu voto secreto e com todas as condições. Não existe diferença do voto tradicional".

Neste processo inédito levantam-se dificuldades, consequentemente críticas à Comissão Nacional de Eleição."Houve pessoas que se tentaram inscrever na plataforma (para o voto antecipado) e não conseguiram. Essas pessoas ficaram privadas de voto", descreve o autarca.

Esta é a terceira vez que Portugal permite o voto antecipado sem que o eleitor tenha que invocar justificação. A primeiras foi nas europeias de 2019 e nas legislativas do mesmo ano. Na altura, só era possível votar em cada capital de distrito ou ilhas. Este ano, num contexto de confinamento geral e de crise pandémica, o voto antecipado foi alargado a cada um dos 308 concelhos do país.

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