Estados Unidos/China/Taiwan

Estados Unidos/China: demonstração de forças no Mar da China Meridional

Porta-aviões norte-americano Theodore Roosevelt dirige a primeira operação naval militar de rotina da era Joe Biden no mar da China meridional, onde penetrou a 23 de janeiro de 2021.
Porta-aviões norte-americano Theodore Roosevelt dirige a primeira operação naval militar de rotina da era Joe Biden no mar da China meridional, onde penetrou a 23 de janeiro de 2021. Anthony J. RIVERA / Navy Office of Information / AFP
5 min

O porta-aviões norte-americano Theodore Roosevelt entrou no sábado, 23 de janeiro no mar da China meridional, no que é o primeiro exercício naval de rotina desde a tomada de posse de Joe Biden e no mesmo dia Taiwan anunciou que aviões chineses sobrevoaram a zona de defesa aérea da ilha separatista desde 1949.

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O objectivo desta primeira manobra militar naval da presidência de Joe Biden, é oficalmente o de "promover a liberdade de navegação", mas a tensão é forte, devido à riposta imediata da China que sobrevoou o espaço aéreo de Taiwan, como que para reiterar a sua soberania sobre a ilha separatista.

A operação, liderada pelo porta-aviões Theodore Roosevelt entrou no sábado, 23 de janeiro nesta zona que é palco de uma forte luta de influências entre Pequim e Washington, segundo comunicado do Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos e nesse mesmo dia Taiwan informou que vários aviões e bombardeiros chineses entraram na sua zona de defesa aérea.

Segundo o ministério taiwanês da defesa, 13 aviões chineses - 8 bombardeiros e 5 caças - penetraram no sábado na zona de identificação de defesa aérea de Taiwan e a China enviou igualmente 15 aviões suplementares - 3 bombardeiros e 12 caças - para esse mesmo sector.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês qualificou estes exercícios de rotina dos EUA de uma "demonstração de força" que não conduz à "paz e estabilidade na região".

Pequim que tem aviões militares estacionados em ilhas artificiais construídas nos recifes da região, reivindica a sua soberania sobre quase todas as ilhas do Mar da China Meridional, embora Taiwan, as Filipinas, Brunei, Malásia e o Vietnam reivindiquem tmbém a algumas zonas desta rota marítima estratégica, na qual se presume a presença de importantes jazidas de petróleo e gás.

Esta operação naval dos Estados Unçidos ocorre poucos dias depois de Washington ter classificado o seu compromisso com Taiwan de "sólido como uma rocha...apesar das instimidações de Pequim", nos primeiros comentários do governo de Joe Biden sobre a ilha separatista desde 1949, que vive sob constantes ameaças de invasão do governo continental chinês, que rejeita os contactos oficiais com Taiwan e tenta manter a ilha isolada diplomaticamente.

Tensão no Mar da China Meridional

Os Estados Unidos são o aliado não oficial mais importante de Taiwan, a quem vendem armas por decisão do Congresso, mas a China considera Taiwan como uma província chinesa e ameaça retomá-la pela força em caso de proclamação formal de independência ou de intervenção estrangeira.

O antigo Presidente Donald Trump, reforçou os contactos e aproximou-se de Taiwan, enquanto lidou com mão de ferro as relações comerciais e diplomáticas com a China e a expectativa é que Joe Biden mantenha a linha dura com Pequim.

 

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