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G7 debate distribuição equilibrada de vacinas

Os dirigentes do G7 reúnem-se, esta sexta-feira, em conferencia virtual com a crise sanitária e a melhor repartição de vacinas anti-Covid-19 a marcar a ordem dos trabalhos.
Os dirigentes do G7 reúnem-se, esta sexta-feira, em conferencia virtual com a crise sanitária e a melhor repartição de vacinas anti-Covid-19 a marcar a ordem dos trabalhos. Reuters
Texto por: RFI
3 min

O Presidente Joe Biden participa pela primeira vez, esta sexta-feira, na conferência virtual do G7 que pretende encontrar uma resposta para a pandemia e para a partilha equilibrada de vacinas contra a Covid-19. Emmanuel Macron defende que os países ricos devem transferir entre 3% a 5% das doses para o continente africano.

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Os dirigentes do G7 reúnem-se, esta sexta-feira, em conferência virtual com a crise sanitária e a melhor repartição de vacinas anti-Covid-19 a marcar a ordem dos trabalhos.

O Presidente norte-americano, que assumiu funções no passado dia 20 de Janeiro, vai concentrar-se “na resposta mundial contra a pandemia, nomeadamente na produção de vacinas e distribuição de produtos” e nos esforços para combater as novas infecções, declarou a porta-voz da Casa Branca.

O mecanismo Covax da ONU, iniciativa de várias organizações internacionais, incluindo a OMS e ao qual Washington prometeu aderir em breve, deve estar no centro das atenções desta reunião, depois do Presidente norte-americano ter prometido quatro mil milhões de dólares para o dispositivo.

O programa Covax visa fornecer, este ano, vacinas contra a Covid-19 a 20% da população de 200 países e territórios, mas, acima de tudo, inclui um mecanismo de financiamento que permite que 92 economias de baixo e médio rendimento tenham acesso às doses de vacinas.

“As desigualdades mundiais nunca foram tão grandes”

Numa entrevista ao Financial Times, na véspera da conferência do G7, o Presidente Emmanuel Macron considerou “insustentável” o facto dos países pobres continuarem a ser negligenciados e apelou aos países mais ricos que enviem entre 3% e 5% das doses de vacinas para o continente africano.

“É do interesse dos franceses e dos europeus” porque “mais de 10 milhões dos nossos concidadãos têm famílias do outro lado do Mediterrâneo”, sublinhou o presidente francês.

Segundo, Emmanuel Macron, é preciso pressionar os laboratórios farmacêuticos para aumentarem a produção de vacinas. Se os laboratórios “não cooperarem, a questão política da propriedade intelectual deve ser levantada inevitavelmente”, assim como “o debate sobre os lucros obtidos com a escassez da vacina”.

“O objectivo é conseguir juntar o máximo de parceiros europeus e não europeus. Mas se nem todos estiverem a bordo, a França compromete-se a dar 5% das doses”, especificou o Eliseu. Serão doações ou vendas de baixo custo.

“Esperamos que amanhã, na reunião do G7, os Estados Unidos se mostrem implicados no financiamento do dispositivo Covax”, acrescentou o Eliseu, lembrando que o mecanismo está receptivo às doses das vacinas da China e da Rússia.

Por sua vez, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson já prometeu redistribuir a maior parte do excedente de vacinas para o dispositivo Covax. Além de Covid-19, ele pretende defender o fortalecimento da cooperação no sector da saúde, reduzindo para 100 dias o tempo necessário para o desenvolvimento de vacinas contra novas doenças.

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