Irão/ Relações Internacionais

Irão satisfeito após reunião com AIEA aguarda decisão de Estados Unidos

 O  ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros,  Mohammad Javad Zarif   declarou que a redução das inspecções às actividades nucleares do seu país, não significa o fim da colaboração com  a Agência Internacional de Energia Atómica.
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif declarou que a redução das inspecções às actividades nucleares do seu país, não significa o fim da colaboração com a Agência Internacional de Energia Atómica. via REUTERS - RUSSIAN FOREIGN MINISTRY
Texto por: RFI
5 min

O Irão declarou a sua satisfação, após o encontro que decorreu em Teerão com o director da Agência Internacional de Energia Atómica , Rafael Grossi, no  que  diz  respeito ao futuro do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano. As autoridades do Irão prometeram respeitar integralmente  o acordo assinado em 2015, se os parceiros internacionais também o fizerem.  

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A  satisfação das autoridades  iranianas,  após discussões com o director- geral da Agência Internacional de Energia Atómica  (IAAE), Rafael Grossi, manifesta-se  numa  altura  em  que Teerão  prepara-se  para  implementar  uma  lei  que  limitará  as  inspecções das  suas actividades  nucleares, em caso  de os  Estados Unidos não levantarem as  suas sanções contra a República Islâmica  do Irão.

A  lei  devia  entrar em vigor Domingo, mas ao governo iraniano decidiu aguardar até  terça-feira próxima , para que o seu homólogo norte-americano anuncie o fim das sanções restabelecidas em 2018 por Donald Trump, que decidiu em 8 de Maio do citado ano retirar os Estados Unidos do acordo sobre o programa nuclear do Irão.

Rafael Grossi  reuniu-se em Teerão com  Ali Akbar Salehi, presidente da Organização Iraniana de Energia Atómica (OIEA) e com o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif.

Zarif  sublinhou, numa entrevista ao canal em inglês da televisão pública do Irão, que  a implementação da lei restringindo a inspecção das actividades nucleares do seu país, não significa o fim da colaboração  com a Agência Internacional de Energia Atómica.

 

Segundo o chefe da  diplomacia iraniana, a lei votada em Dezembro de 2020 pelo Parlamento  do Irão, obriga o governo  "a não ceder as gravações", das  câmeras de vigilância instaladas nos sítios nucleares iranianos, à Agência Internacional de Energia Atómica.

 

De acordo com Abbas Araghchi, vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, " as  inspecções  da  AIEA serão reduzidas  de 20 a 30%, depois  da  aplicação  da  lei.

 

 Depois  da retirada unilateral norte-americano do  acordo (Joint Comprehensive Plan of Action)  assinado  a 14 de  Julho de 2015 em Viena  e  do restabelecimento das sanções que  asfixiam a  economia iraniana, o Irão decidiu  libertar-se  gradualmente, a partir de 2019, das obrigações estabelecidas pelo pacto internacional,  ao qual subscreveu com  o  grupo dos 5+1, ou  seja, Estados Unidos,França,Alemanha, Grã-Bretanha, Rússia e China.

 

O  acordo  prevê o levantamento das sanções contra o Irão em troca do  país  do Médio-Oriente  comprometer-se  a  não fabricar a  bomba  atómica, intenção sempre  desmentida pelas autoridades de  Teerão.

 

A União Europeia expressou a  sua vontade  de  servir   como mediador  para  reaproximar Teerão e Washington DC, que como sabemos não têm relações diplomáticas,desde Abril de 1980. 

Irão declara-se satisfeito após reunião com director de AIEA 21 02 2021

        

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